PETCLUBE REVISTA CIENTIFICA CENTRO DE PESQUISAS EM FITOTERAPIA E CIÊNCIAS AGRÁRIAS
RUBIM (*LEONURUS SIBIRICUS* L.): PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS, POTENCIAL TERAPÊUTICO EM MEDICINA VETERINÁRIA E PERSPECTIVAS AGRONÔMICAS
São Paulo
2026
FICHA CATALOGRÁFICA
Centro de Pesquisas em Fitoterapia e Ciências Agrárias
R896 Rubim (*Leonurus sibiricus* L.): propriedades farmacológicas, potencial terapêutico em medicina veterinária e perspectivas agronômicas / Centro de Pesquisas em Fitoterapia e Ciências Agrárias. -- São Paulo, 2026.
45 p.
1. Fitoterapia. 2. Medicina Veterinária. 3. Agronomia. 4. *Leonurus sibiricus*. 5. Farmacologia Cardiovascular. I. Título.
RUBIM (*LEONURUS SIBIRICUS* L.): PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS, POTENCIAL TERAPÊUTICO EM MEDICINA VETERINÁRIA E PERSPECTIVAS AGRONÔMICAS
Estudo aprofundado sobre os mecanismos cardiovasculares, ansiolíticos e produtivos das espécies do gênero Leonurus
Créditos e Supervisão Técnica:
Dr. Cláudio Amichetti Junior
CRMV SP 75404
CREA Eng. Agrônomo 060149829
12 de julho de 2026
O presente artigo científico apresenta uma revisão abrangente e sistemática sobre as propriedades farmacológicas da planta rubim (Leonurus sibiricus L. e Leonurus cardiaca L.), com foco em suas aplicações emergentes na Medicina Veterinária e na Agronomia. O objetivo deste estudo foi consolidar as evidências científicas acerca dos compostos bioativos da planta e avaliar seu potencial terapêutico e produtivo. A metodologia consistiu em uma revisão narrativa da literatura em bases de dados como PubMed, SciELO e ScienceDirect, abrangendo o período de 1991 a 2026. Os resultados demonstram que o rubim possui uma composição fitoquímica rica em alcaloides (leonurina), flavonoides e triterpenos, que conferem atividades cardiotônicas, antiarrítmicas, hipotensoras e ansiolíticas significativas. Estudos clínicos em humanos confirmam a redução da pressão arterial e melhora no perfil eletrocardiográfico, enquanto ensaios eletrofisiológicos revelam um mecanismo multicanal de ação cardíaca. Na Medicina Veterinária, a planta surge como uma alternativa promissora para o manejo de cardiopatias e estresse em pequenos animais, embora demande estudos farmacocinéticos específicos. Na Agronomia, destaca-se como uma cultura rústica de baixo custo e alta adaptabilidade climática. Conclui-se que o rubim representa um recurso fitoterápico valioso, cuja exploração industrial e clínica deve ser incentivada mediante o desenvolvimento de protocolos de cultivo e ensaios clínicos veterinários controlados.
Palavras-chave: Leonurus sibiricus. Fitoterapia Veterinária. Farmacologia Cardiovascular. Agronomia de Plantas Medicinais. Leonurina.
This scientific article presents a comprehensive and systematic review of the pharmacological properties of the rubim plant (Leonurus sibiricus L. and Leonurus cardiaca L.), focusing on its emerging applications in Veterinary Medicine and Agronomy. The objective of this study was to consolidate scientific evidence regarding the plant's bioactive compounds and evaluate its therapeutic and productive potential. The methodology consisted of a narrative literature review in databases such as PubMed, SciELO, and ScienceDirect, covering the period from 1991 to 2026. Results demonstrate that rubim possesses a phytochemical composition rich in alkaloids (leonurine), flavonoids, and triterpenes, which confer significant cardiotonic, antiarrhythmic, hypotensive, and anxiolytic activities. Clinical studies in humans confirm blood pressure reduction and improvement in electrocardiographic profiles, while electrophysiological trials reveal a multi-channel mechanism of cardiac action. In Veterinary Medicine, the plant emerges as a promising alternative for managing heart disease and stress in small animals, although it requires specific pharmacokinetic studies. In Agronomy, it stands out as a rustic crop with low cost and high climatic adaptability. It is concluded that rubim represents a valuable phytotherapeutic resource, whose industrial and clinical exploration should be encouraged through the development of cultivation protocols and controlled veterinary clinical trials.
Keywords: Leonurus sibiricus. Veterinary Phytotherapy. Cardiovascular Pharmacology. Agronomy of Medicinal Plants. Leonurine.
A planta popularmente conhecida como rubim, pertencente ao gênero Leonurus e à família Lamiaceae, compreende espécies de grande relevância etnofarmacológica, com destaque para a Leonurus sibiricus e a Leonurus cardiaca. Historicamente, estas espécies têm sido utilizadas em diversas culturas, especialmente na medicina tradicional chinesa e europeia, como agentes cardiotônicos, sedativos e no tratamento de distúrbios ginecológicos. No Brasil, a planta é amplamente distribuída, ocorrendo de forma espontânea em regiões costeiras e áreas antropizadas, sendo reconhecida por nomes populares como macaé, quinino-dos-pobres e motherwort. A robustez biológica da espécie, aliada ao seu perfil fitoquímico complexo, justifica o interesse crescente da comunidade científica em validar seus usos tradicionais através de métodos farmacológicos modernos.
A relevância do estudo do rubim transcende o uso humano, alcançando setores estratégicos como a Medicina Veterinária e a Agronomia. Na veterinária, a busca por alternativas fitoterápicas para o tratamento de doenças crônicas, como a insuficiência cardíaca congestiva e distúrbios de ansiedade em animais de companhia, coloca o gênero Leonurus em evidência devido à sua baixa toxicidade e múltiplos mecanismos de ação. Paralelamente, sob a ótica agronômica, o rubim apresenta-se como uma cultura de manejo simplificado e alta rusticidade, capaz de se desenvolver em solos com baixa fertilidade, o que representa uma oportunidade para a diversificação da agricultura familiar e a produção de matéria-prima para a indústria farmacêutica.
Este artigo tem como objetivo principal realizar uma revisão profunda das propriedades farmacológicas do rubim, detalhando seus mecanismos de ação cardiovascular, antioxidante e ansiolítico. Além disso, busca-se propor diretrizes teóricas para a aplicação clínica em animais domésticos e analisar os desafios e oportunidades para o cultivo comercial da espécie no cenário brasileiro. Através desta análise integrativa, pretende-se fornecer subsídios para pesquisadores, veterinários e agrônomos interessados na exploração sustentável e científica desta planta medicinal.
Para a elaboração deste estudo, foi realizada uma revisão narrativa da literatura científica, utilizando uma abordagem qualitativa e descritiva. A busca por dados foi conduzida em bases de dados eletrônicas de alta relevância acadêmica, incluindo PubMed (National Library of Medicine), SciELO (Scientific Electronic Library Online), ScienceDirect e portais de periódicos nacionais da CAPES. A estratégia de busca utilizou descritores controlados e termos livres, tais como "Leonurus sibiricus", "Leonurus cardiaca", "pharmacology", "veterinary medicine", "agronomy" e "cardiovascular effects", combinados por operadores booleanos para maximizar a recuperação de informações pertinentes.
O período de abrangência da pesquisa foi definido entre os anos de 1991 e 2026, permitindo a inclusão de estudos clássicos que fundamentaram o conhecimento sobre a espécie, bem como as descobertas mais recentes e atualizadas. Os critérios de inclusão estabelecidos foram: artigos originais de pesquisa, revisões sistemáticas e narrativas, ensaios clínicos em humanos, estudos pré-clínicos in vivo e in vitro, e teses acadêmicas que abordassem especificamente o gênero Leonurus. Foram priorizados trabalhos que apresentassem metodologias claras e resultados estatisticamente significativos.
A análise dos dados seguiu um processo de triagem inicial por título e resumo, seguida da leitura integral dos textos selecionados. As informações foram organizadas em eixos temáticos: composição fitoquímica, atividades farmacológicas (com ênfase no sistema cardiovascular), toxicologia, aplicações veterinárias e manejo agronômico. Esta estruturação permitiu a síntese crítica das evidências, facilitando a identificação de lacunas no conhecimento e a proposição de novas perspectivas para o uso do rubim nas ciências agrárias e da saúde animal.
A complexidade farmacológica do rubim é atribuída à sua vasta gama de metabólitos secundários. Os estudos fitoquímicos revelam que as partes aéreas da planta são ricas em alcaloides, sendo a leonurina o composto marcador mais importante. Este alcaloide guanidínico é responsável por grande parte das atividades cardiovasculares observadas. Além da leonurina, a estaquidrina também está presente em concentrações significativas, contribuindo para os efeitos anti-inflamatórios e moduladores do tônus uterino.
Os flavonoides constituem outra classe de destaque, com a presença confirmada de hiperosídeo, quercetina, rutina e apigenina. Estes compostos atuam sinergicamente como potentes antioxidantes e protetores vasculares. A planta também contém taninos, que conferem propriedades adstringentes e antibacterianas, e triterpenos, notadamente o ácido ursólico, que possui propriedades antitumorais e cardioprotetoras documentadas em modelos experimentais de isquemia.
Adicionalmente, foram identificados iridoides (como o leonurídeo), fenilpropanoides, esteróis (beta-sitosterol) e óleos voláteis. A presença de ácidos fenólicos, como o ácido cafeico e o ácido clorogênico, reforça o potencial terapêutico da espécie. A variabilidade na concentração desses compostos pode ocorrer em função do quimiotipo da planta, das condições edafoclimáticas de cultivo e do estágio fenológico no momento da colheita, sendo o período de florescimento o ápice da produção de bioativos.
O efeito do rubim sobre o sistema cardiovascular é um dos aspectos mais bem documentados na literatura. O ensaio clínico conduzido por Shikov et al. (2011) demonstrou que a administração de 1200 mg/dia de extrato oleoso de Leonurus cardiaca por 28 dias em 50 pacientes hipertensos resultou em uma redução estatisticamente significativa da pressão arterial sistólica e diastólica. Além da redução pressórica, observou-se uma diminuição da frequência cardíaca e uma melhora notável nos parâmetros eletrocardiográficos, sugerindo um efeito estabilizador do ritmo cardíaco.
Um dado relevante deste estudo foi a velocidade de resposta terapêutica: pacientes classificados com hipertensão estágio 1 apresentaram melhora clínica uma semana antes daqueles em estágio 2. O mecanismo de ação subjacente envolve a vasodilatação mediada pelo óxido nítrico (NO). O extrato de rubim estimula a enzima óxido nítrico sintase endotelial (eNOS), promovendo o relaxamento da musculatura lisa vascular e, consequentemente, a redução da resistência periférica.
A investigação eletrofisiológica conduzida por Ritter et al. (2010) utilizou o modelo de coração isolado de coelho (técnica de Langendorff) para decifrar os efeitos do rubim no ritmo cardíaco. Os resultados revelaram que o extrato de Leonurus cardiaca atua através de um mecanismo multicanal sofisticado. Observou-se o bloqueio dos canais de cálcio tipo L (ICa.L), o que confere à planta uma classificação análoga aos antiarrítmicos de classe IV, como o verapamil.
Além do efeito nos canais de cálcio, o estudo identificou uma redução na corrente de potássio (IK.r) mediada pelos canais HERG, o que prolonga a repolarização celular. Outro ponto crucial foi a modulação da "funny current" (If) no nó sinoatrial, responsável pelo automatismo cardíaco. Essa modulação resulta em um efeito bradicárdico sinusal, reduzindo a demanda de oxigênio pelo miocárdio sem comprometer severamente a contratilidade.
A capacidade antioxidante do rubim é fundamental para sua ação terapêutica, protegendo os tecidos contra danos causados por radicais livres. Testes de sequestro de radicais DPPH demonstraram uma inibição superior a 60% em concentrações de 16 mg/mL. Em ensaios de sequestro de óxido nítrico (NO scavenger), a eficácia foi ainda maior, atingindo mais de 80% de inibição a 10 mg/mL, o que reforça seu papel na modulação da inflamação vascular.
A quantificação de compostos fenólicos e flavonoides totais corrobora esses resultados. Estudos indicam teores de flavonoides totais de aproximadamente 35,2±1,7635,2±1,76mg equivalentes de quercetina por grama de extrato, enquanto os fenólicos totais situam-se em torno de12,13±0,1212,13±0,12mg GAE/g.
Embora menos explorada que os efeitos cardiovasculares, a atividade antibacteriana do rubim apresenta potencial relevante. O extrato bruto da planta exibiu uma Concentração Inibitória Mínima (MIC) de 6 mg/mL contra diversas cepas bacterianas. No entanto, quando testado o ácido ursólico isolado da planta, a eficácia aumentou drasticamente, com um MIC de 0,25 mg/mL, demonstrando que frações específicas possuem alta potência antimicrobiana.
O uso do rubim como sedativo e ansiolítico possui agora robusto respaldo científico. Estudos clínicos publicados em 2017 confirmaram a redução significativa de sintomas de ansiedade e depressão em pacientes tratados com extratos de Leonurus. O mecanismo neurofarmacológico envolve a interação com os receptores GABAA, conforme demonstrado por Rauwald et al. (2012). A planta atua modulando a neurotransmissão inibitória, promovendo relaxamento sem os efeitos colaterais severos dos benzodiazepínicos.
O perfil toxicológico do rubim indica uma planta de alta segurança para uso terapêutico. Estudos de toxicidade aguda em ratos estabeleceram uma LD50 oral superior a 2000 mg/kg, o que a classifica como praticamente atóxica por via digestiva. Entretanto, a via de administração altera drasticamente a toxicidade. A LD50 intravenosa em camundongos situa-se entre 30 e 60 mg/kg.
A transposição dos achados cardiovasculares humanos para a Medicina Veterinária abre perspectivas fascinantes para o tratamento de cães e gatos. A cardiomiopatia dilatada em cães e a cardiomiopatia hipertrófica em gatos são patologias prevalentes que exigem manejo vitalício. O rubim, com sua ação antiarrítmica classe IV e efeito inotrópico positivo leve, pode atuar como um coadjuvante valioso aos protocolos convencionais com pimobendan ou inibidores da ECA.
Na reprodução animal, o rubim possui um histórico de uso como tônico uterino que pode ser explorado cientificamente. Em cadelas e gatas, a planta pode auxiliar na regulação de ciclos estrais irregulares e no manejo de metrites leves, devido à sua ação antibacteriana e estimulante da musculatura lisa. O efeito emenagogo facilita a eliminação de loquios e detritos uterinos, promovendo uma recuperação mais rápida do trato reprodutivo no período pós-parto.
O estresse e a ansiedade são problemas crescentes na clínica de pequenos animais, manifestando-se em situações como transporte, queima de fogos de artifício, ansiedade de separação e visitas ao veterinário. O rubim oferece uma alternativa fitoterápica segura aos benzodiazepínicos e à acepromazina, que muitas vezes causam sedação excessiva ou ataxia.
A determinação de doses para animais baseia-se frequentemente no ajuste alométrico, que considera a taxa metabólica basal em relação ao peso vivo.
TABELA 1 – Posologia POSSÍVEL(NECESITA MAIORES ESTUDOS E ACOMPANHAMENTO MED VET) veterinária estimada para extrato de rubim.
| Espécie | Peso Médio (kg) | Dose Estimada do Extrato (mg/dia) |
|---|---|---|
| Cães Grandes | 30 kg | 300 - 400 mg |
| Cães Médios | 15 kg | 180 - 250 mg |
| Cães Pequenos | 7 kg | 90 - 130 mg |
| Gatos | 4 kg | 60 - 100 mg |
A segurança do paciente veterinário depende do reconhecimento estrito das contraindicações do rubim. A gestação é a principal restrição, devido ao risco de indução de contrações uterinas e aborto. Além disso, animais que já apresentam quadros de hipotensão arterial ou bradicardia severa não devem receber a planta.
O rubim é uma espécie de alta plasticidade fenotípica, comportando-se como anual, bianual ou perene dependendo das condições climáticas e do manejo. A planta atinge alturas entre 50 e 100 cm, apresentando caules quadrangulares típicos da família Lamiaceae e folhas profundamente lobadas.
O cultivo do rubim exige planejamento técnico para garantir a produtividade e a qualidade dos princípios ativos. Embora adaptável, a planta prefere climas subtropicais a tropicais, com boa luminosidade. O preparo do solo deve focar na descompactação e na drenagem. A colheita deve ser realizada obrigatoriamente no período de florescimento.
O rubim apresenta-se como uma cultura ideal para sistemas de produção orgânica e agricultura familiar. Sua baixa exigência em insumos químicos e a resistência natural a pragas e doenças facilitam a certificação orgânica, agregando valor ao produto final.
Para que o rubim seja aceito no mercado internacional, ele deve atender a critérios de qualidade estritos. A Farmacopeia Europeia estabelece que a droga vegetal (partes aéreas secas) deve conter, no mínimo, 0,2% de flavonoides totais, expressos em hiperosídeo.
Apesar do grande potencial, a cadeia produtiva do rubim no Brasil enfrenta desafios significativos, como a falta de cultivares melhoradas. Atualmente, a produção baseia-se em populações silvestres ou sementes sem procedência genética garantida.
A revisão exaustiva das propriedades do rubim (Leonurus sibiricus e Leonurus cardiaca) confirma que esta planta é um recurso farmacológico de valor excepcional. Suas atividades cardiovasculares, fundamentadas em mecanismos antiarrítmicos multicanal e vasodilatação mediada por óxido nítrico, possuem robusto respaldo científico. Na Medicina Veterinária, o rubim emerge como uma promessa para o tratamento integrativo de cardiopatias e distúrbios comportamentais. Do ponto de vista agronômico, demonstra ser uma cultura rústica, adaptável e de baixo custo, perfeitamente alinhada aos princípios da agricultura sustentável.
Declaração de Responsabilidade e Limitação de Informações
O presente artigo científico, intitulado "Rubim (Leonurus sibiricus L.): Propriedades Farmacológicas, Potencial Terapêutico em Medicina Veterinária e Perspectivas Agronômicas", é uma obra de revisão e compilação bibliográfica, elaborada com base em artigos publicados em periódicos indexados (PubMed, SciELO, ScienceDirect), teses acadêmicas e relatórios oficiais de agências reguladoras (EMA, Farmacopeia Europeia).
1. Natureza do conteúdo As informações aqui contidas têm caráter exclusivamente acadêmico e informativo, não constituindo prescrição médica veterinária, recomendação terapêutica, bula ou protocolo clínico.
2. Ausência de ensaios clínicos veterinários As dosagens estimadas para animais domésticos (Tabela 1) são extrapolações alométricas teóricas baseadas em ensaios clínicos humanos e estudos pré-clínicos. Não existem, até a presente data, ensaios clínicos controlados em cães, gatos ou equinos que validem segurança e eficácia do rubim para essas espécies.
3. Responsabilidade profissional A aplicação clínica de qualquer fitoterápico, incluindo o rubim, deve ser realizada exclusivamente sob supervisão de Médico Veterinário habilitado, que avaliará o histórico do paciente, comorbidades, medicações em uso, riscos de interações medicamentosas e contraindicações individuais.
4. Contraindicações absolutas O rubim é contraindicado durante a gestação, lactação, em pacientes hipotensos, bradicárdicos ou em uso de anticoagulantes (varfarina). Interações com betabloqueadores e antiarrítmicos são possíveis e devem ser monitoradas.
5. Limitação de responsabilidade Os autores, colaboradores e a instituição não se responsabilizam por danos diretos ou indiretos decorrentes do uso inadequado das informações aqui publicadas. Cada profissional é integralmente responsável por suas decisões clínicas e pelo cumprimento da legislação vigente do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) de sua jurisdição.
6. Direitos autorais Esta obra está protegida pela Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/98). É permitida a reprodução parcial ou total para fins acadêmicos e de pesquisa, desde que citada a fonte e creditados os autores.
São Paulo, 12 de julho de 2026.
Dr. Cláudio Amichetti Junior CRMV SP 75404 | CREA Eng. Agrônomo 060149829 Medicina Veterinária Integrativa
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