Revista Científica Medico Veterinária Instituto Petclube Cães Gatos - PEPTÍDEOS BIOATIVOS NA MEDICINA VETERINÁRIA INTEGRATIVA E NA MODULAÇÃO METABÓLICA: REVISÃO DOS PRINCIPAIS COMPOSTOS E SUAS EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS

PEPTÍDEOS BIOATIVOS NA MEDICINA VETERINÁRIA INTEGRATIVA E NA MODULAÇÃO METABÓLICA: REVISÃO DOS PRINCIPAIS COMPOSTOS E SUAS EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS

 

Artigo de Revisão Científica

DISCLAIMER LEGAL

Este artigo possui caráter estritamente científico, educacional e informativo. Os peptídeos bioativos aqui abordados NÃO são aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para uso humano ou veterinário no Brasil, salvo aqueles expressamente registrados. As informações contidas neste trabalho destinam-se exclusivamente ao estudo, à pesquisa e à atualização profissional de médicos e médicos veterinários integrativos, não constituindo prescrição, recomendação ou incentivo ao uso de qualquer substância. Qualquer utilização de peptídeos deve ocorrer sob rigorosa supervisão profissional, com fontes de comprovada procedência e pureza, e em conformidade com a legislação vigente.

 

AUTORES E SUPERVISÃO TÉCNICA

Dr. Cláudio Amichetti Júnior¹,²Médico-veterinário Integrativo CRMV-SP 75.404 VT; MAPA 00129461/2025; CREA 060149829-SP (Engenheiro Agrônomo). Especialista em Nutrição Felina e Canina, Medicina Canabinóide e Alimentação Natural, Petclube. Mais de 40 anos de experiência prática dedicados aos felinos e cães tipo bull, com foco em transição dietética e desenvolvimento de protocolos de bem-estar.

Gabriel Amichetti³Médico-veterinário CRMV-SP 45.592 VT. Especialização em Ortopedia e Cirurgia de Pequenos AnimaisClínica 3RD, Vila Zelina, São Paulo, Brasil.

Afiliações:
¹ Petclube, São Paulo, Brasil
²
³ Clínica 3RD, Vila Zelina, São Paulo, Brasil

Autor correspondente: Cláudio Amichetti Júnior. E-mail: dr.claudio.amichetti@gmail.com


 


São Paulo 25 de julho de 2026
 

 
 

Claudio Amichetti Júnior

 


PEPTÍDEOS BIOATIVOS NA MEDICINA VETERINÁRIA INTEGRATIVA E NA MODULAÇÃO METABÓLICA: REVISÃO DOS PRINCIPAIS COMPOSTOS E SUAS EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS
 


 Artigo de revisão apresentado ao Petclube Pub Vet
 


São Paulo  25, julho de 2026

 
 

 

RESUMO

O presente artigo revisa o papel dos peptídeos bioativos como agentes de modulação metabólica e reparo tecidual, com foco na Medicina Veterinária Integrativa e na endocrinologia moderna. O objetivo é analisar as evidências científicas de compostos que variam de incretinas de última geração a bioreguladores russos. A metodologia consistiu em revisão bibliográfica de ensaios clínicos e pré-clínicos publicados em periódicos de alto impacto. Os principais achados destacam a eficácia superior das novas incretinas (Semaglutida, Tirzepatida e Retatrutida) na redução ponderal e a capacidade regenerativa de peptídeos como BPC-157 e TB-500. Conclui-se que a transição de uma farmacologia de "força bruta" para uma de sinalização celular permite a restauração da homeostase com maior precisão, embora a procedência e a pureza dos compostos permaneçam como variáveis críticas para a segurança clínica.

 

Palavras-chave: Peptídeos Bioativos; Medicina Integrativa; Modulação Metabólica; Homeostase; Incretinas.

 

ABSTRACT

This article reviews the role of bioactive peptides as agents for metabolic modulation and tissue repair, focusing on Integrative Veterinary Medicine and modern endocrinology. The objective is to analyze the scientific evidence of compounds ranging from state-of-the-art incretins to Russian bioregulators. The methodology consisted of a literature review of clinical and pre-clinical trials published in high-impact journals. Key findings highlight the superior efficacy of new incretins (Semaglutide, Tirzepatide, and Retatrutide) in weight reduction and the regenerative capacity of peptides such as BPC-157 and TB-500. It is concluded that the transition from "brute force" pharmacology to cellular signalingallows for the restoration of homeostasis with greater precision, although the origin and purity of the compounds remain critical variables for clinical safety.

 

Keywords: Bioactive Peptides; Integrative Medicine; Metabolic Modulation; Homeostasis; Incretins.

 

 

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas

AMPKAdenosine Monophosphate-activated Protein Kinase

AVC– Acidente Vascular Cerebral

DACDrug Affinity Complex

DHT – Di-hidrotestosterona

DMSO – Dimetilsulfóxido

FDAFood and Drug Administration

GHGrowth Hormone GHRP

Growth Hormone Releasing Peptide

GIPGastric Inhibitory Polypeptide

GLP-1Glucagon-like Peptide-1

HIVHuman Immunodeficiency Virus

IGF-1Insulin-like Growth Factor 1

IM – Intramuscular

MASHMetabolic Dysfunction-Associated Steatohepatitis

MC4RMelanocortin 4 Receptor

NNMTNicotinamide N-methyltransferase

 

 

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 

2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 PEPTÍDEOS INCRETÍNICOS E MODULAÇÃO METABÓLICA 

2.2 SECRETAGOGOS DE HORMÔNIO DO CRESCIMENTO

2.3 PEPTÍDEOS DE REPARO TECIDUAL E IMUNOMODULAÇÃO 

2.4 PEPTÍDEOS MITOCONDRIAIS E METABOLISMO ENERGÉTICO

2.5 PEPTÍDEOS NOOTRÓPICOS, SONO E LONGEVIDADE (LINHA RUSSA)

2.6 PEPTÍDEOS DE APLICAÇÃO ESTÉTICA, SEXUAL E MUSCULAR

2.7 PEPTÍDEOS E COMPOSTOS PARA CRESCIMENTO CAPILAR

2.8 CONSIDERAÇÕES SOBRE SEGURANÇA, COLATERAIS E FONTES 

3 METODOLOGIA

4 CONCLUSÃO

REFERÊNCIAS


 

1 INTRODUÇÃO

A utilização de peptídeos bioativos na prática clínica e veterinária experimentou uma evolução drástica nas últimas quatro décadas. Entre os anos de 1980 e 2015, a produção desses compostos era caracterizada por processos predominantemente artesanais, resultando em moléculas de baixa estabilidade e meia-vida curta. Contudo, o advento da síntese farmacêutica moderna em larga escala permitiu o desenvolvimento de análogos com farmacocinética otimizada.

 

A atual revolução das incretinas, representada pela Semaglutida, Tirzepatida e a emergente Retatrutida, estabeleceu um novo padrão ouro no tratamento da obesidade e distúrbios metabólicos. Paralelamente, a Medicina Veterinária Integrativatem se beneficiado de peptídeos de reparo como o BPC-157, TB-500 e KPV, que atuam na modulação da inflamação e regeneração tecidual. O eixo central desta abordagem não é meramente a supressão de sintomas, mas a reprogramação de vias de sinalização para a restauração da homeostase sistêmica. O objetivo deste trabalho é realizar uma revisão narrativa das evidências científicas atuais sobre esses compostos e seu potencial terapêutico.

 

2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 PEPTÍDEOS INCRETÍNICOS E MODULAÇÃO METABÓLICA

O cenário da modulação metabólica foi transformado pelos agonistas dos receptores de incretinas. A Semaglutida, um agonista seletivo do GLP-1, demonstrou no estudo STEP 1 uma perda média de peso de em semanas (WILDING et al., 2021). Evoluindo para o agonismo duplo, a Tirzepatida (GIP/GLP-1) apresentou no estudo SURMOUNT-1 reduções de até 22,5%em semanas (JASTREBOFF et al., 2022).

 

A fronteira atual é ocupada pela Retatrutida, um agonista triplo (GIP/GLP-1/Glucagon), cujos dados de fase 2 indicam perda de até 24,2% em apenas 48semanas (RETATRUTIDA..., 2023). Além do controle ponderal, análogos do FGF21, como o Pegozafermin e o Efruxifermin, mostram-se promissores na remodelação hepática. O Pegozafermin, em estudo de fase 2b, demonstrou redução de aproximadamente 12% na gordura visceral e melhora significativa na esteatose hepática (MASH) e perfil lipídico (LOOMBA et al., 2023).

 

2.2 SECRETAGOGOS DE HORMÔNIO DO CRESCIMENTO

Os secretagogos de primeira geração, como GHRP-2 e GHRP-6, desenvolvidos na década de 1980, possuíam limitações clínicas significativas, incluindo o aumento indesejado de prolactina e cortisol. A evolução molecular trouxe compostos mais seletivos como a Tesamorelina, o CJC-1295 e a Ipamorelina. A Tesamorelina teve sua eficácia comprovada em estudo de fase 3 para lipodistrofia em pacientes com HIV, recebendo aprovação da FDA (Egrifta) (FALUTZ et al., 2007).

 

O CJC-1295, quando associado ao Complexo de Afinidade de Drogas (DAC), permite uma elevação sustentada dos níveis de GH e IGF-1 (TEICHMAN et al., 2006). No que tange à via de administração, observa-se que a aplicação intramuscular (IM) é frequentemente relatada como superiormente tolerada em comparação à via subcutânea, que pode precipitar desconforto local, inflamação e episódios febris. Práticas clínicas sugerem que a administração noturna, utilizando agulhas de insulina, auxilia na minimização do desconforto. É imperativo enfatizar a necessidade de uma reconstituição adequada; o uso de solventes agressivos como o DMSO deve ser terminantemente desencorajado, dado o risco documentado de necrose local. Outros compostos relevantes incluem a Hexarelina e a Ipamorelina, esta última com perfil de segurança superior por não afetar outros eixos hormonais.

 

2.3 PEPTÍDEOS DE REPARO TECIDUAL E IMUNOMODULAÇÃO

Na Medicina Veterinária Integrativa, o BPC-157 destaca-se como um pentadecapeptídeo derivado do suco gástrico com potentes propriedades citoprotetoras e de reparo de tendões e ligamentos (SIKIRIĆ et al., 2010). O TB-500 (Timosina Beta-4) atua na angiogênese e migração celular, sendo fundamental na cicatrização complexa (GOLDSTEIN; KLEINMAN, 2015), embora exija cautela em pacientes com doenças imunológicas ativas.

 

O KPV, derivado da alfa-MSH, oferece uma via anti-inflamatória robusta para a mucosa intestinal (KARNAM et al., 2016). Complementam este grupo a Timosina Alfa-1, como imunomodulador (GOLDSTEIN, 2005), o LL-37, com ação antimicrobiana (DÜRR et al., 2006), e o GHK-Cu, amplamente utilizado na regeneração tecidual e capilar (PICKART, 2008).

 

2.4 PEPTÍDEOS MITOCONDRIAIS E METABOLISMO ENERGÉTICO

A saúde mitocondrial é modulada por peptídeos como o SS-31 (Elamipretida), que protege a estrutura da cardiolipina (SZETO, 2014), e o MOTS-c, que regula a homeostase metabólica sistêmica (LEE et al., 2015). Embora o 5-Amino-1MQnão seja tecnicamente um peptídeo (é um inibidor da NNMT), sua inclusão deve-se à capacidade de ativar a via AMPK, favorecendo a oxidação lipídica (NEELAKANTAN et al., 2019). Adicionalmente, o AOD-9604 e o Fragmento 176-191 do GH permanecem como ferramentas específicas para indução de lipólise sem afetar a glicemia (HEFFERNAN et al., 2001; NG et al., 1990).

 

2.5 PEPTÍDEOS NOOTRÓPICOS, SONO E LONGEVIDADE (LINHA RUSSA)

A farmacologia russa contribuiu com nootrópicos como o Semax e o Selank, que atuam na modulação cognitiva e ansiedade (ASHMARIN et al., 2005; KOZLOV et al., 2006). O Adamax apresenta dados pré-clínicos promissores, embora limitados. A Cerebrolisina continua sendo um pilar no suporte a quadros de demência e recuperação pós-AVC(PLOSKER; GAUTHIER, 2009).

 

No campo da longevidade, o Epitalon destaca-se pela ativação da telomerase (KHAVINSON et al., 2003), enquanto o Pinealon oferece neuroproteção. Para distúrbios do sono, o DSIP e as Orexinas A/B (SAKURAI et al., 1998) regulam o ciclo vigília-sono, embora o DSIP apresente rápida taquifilaxia (SCHOENENBERGER, 1984).

 

2.6 PEPTÍDEOS DE APLICAÇÃO ESTÉTICA, SEXUAL E MUSCULAR

O PT-141 (Bremelanotida) foi aprovado pela FDA (Vyleesi) em 2019 para disfunção sexual, atuando via receptores MC4R(KINGSBERG et al., 2019). O Melanotan II, embora promova melanogênese, carece de aprovação regulatória devido ao perfil de segurança (HADLEY; DORR, 2006). No âmbito muscular, o IGF-1 LR3 oferece anabolismo local, mas carrega riscos de hipoglicemia severa (FRANCIS et al., 1992). A Folistatina-344 surge como inibidor da miostatina (MENDIAS et al., 2011), e a Gonadorelina (GnRH) é empregada na restauração do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal (SCHALLY et al., 1971).

 

2.7 PEPTÍDEOS E COMPOSTOS PARA CRESCIMENTO CAPILAR E DERMATOLOGIA

A dermatologia regenerativa tem explorado o GHK-Cu (cobre) pelo seu estímulo ao crescimento capilar e síntese de colágeno (PICKART, 2008). No campo das inovações tópicas, o PP-405 apresenta-se como uma molécula de ação mitocondrial em fase 3 de estudo. Outro composto de relevância é a Clascoterona, um inibidor do receptor de DHT, aprovado pela FDA (Winlevi) em 2020, com relatos de crescimento capilar de até 500% em formulações específicas [TO BE COMPLETED]. Em comparação, o Minoxidil permanece como padrão de referência, embora com limitações de seletividade. Por fim, a Dermorfina, um opioide de altíssima potência (30× superior à morfina), apresenta riscos sistêmicos extremos (MONTECUCCHI et al., 1981).

 

2.8 CONSIDERAÇÕES SOBRE SEGURANÇA, COLATERAIS E FONTES

A prática clínica revela que a Retatrutida pode causar hipersensibilidade cutânea entre a 4ª e 6ª semana de uso. Peptídeos pró-angiogênicos como TB-500 e BPC-157 devem ser evitados em contextos oncológicos suspeitos ou confirmados. A pureza do composto é mandatória, exigindo laudos que comprovem mais de 99%de pureza. O uso de DMSO como solvente deve ser desencorajado pelo risco de necrose. É fundamental compreender que peptídeos são sinalizadores; o excesso de dose não produz uma resposta linear, podendo saturar receptores e aumentar efeitos colaterais.

 

3 METODOLOGIA

A presente pesquisa caracteriza-se como uma revisão bibliográfica narrativa. O levantamento de dados foi realizado em bases de dados científicas como PubMed, SciELO e periódicos de alto impacto na área de endocrinologia e medicina veterinária. Os critérios de inclusão abrangeram ensaios clínicos de fase 2 e 3, estudos pré-clínicos relevantes e revisões sistemáticas publicadas entre 1971 e 2023. A análise dos dados foi realizada de forma qualitativa, sintetizando as informações sobre farmacodinâmica, eficácia clínica e segurança dos peptídeos bioativos.

 

4 CONCLUSÃO

Os peptídeos bioativos representam uma mudança de paradigma na medicina moderna e veterinária, movendo-se de intervenções que forçam sistemas biológicos para uma "engenharia de sistemas" que reprograma e sinaliza vias endógenas. A restauração da homeostase através de compostos como BPC-157, KPV e as novas incretinas oferece uma precisão sem precedentes. Contudo, o sucesso terapêutico depende da individualização do protocolo e da garantia de fontes farmacêuticas confiáveis. A transição para uma medicina de precisão exige que o clínico domine a ciência da sinalização celular para otimizar a longevidade e a saúde sistêmica dos pacientes.

 

 

REFERÊNCIAS

ASHMARIN, I. P. et al. Semax: um análogo do ACTH(4-10). Neuroscience and Behavioral Physiology, v. 35, 2005.

CLASCOSTERONA (Winlevi). FDA approval, 2020. [TO BE COMPLETED].

DÜRR, U. H. et al. LL-37, a cathelicidin host defense peptide. Biochimica et Biophysica Acta, v. 1758, n. 9, p. 1408-1425, 2006.

FALUTZ, J. et al. Metabolic effects of tesamorelin in HIV patients. The Lancet, v. 370, p. 29-36, 2007.

FRANCIS, G. L. et al. Long-acting IGF-1 (LR3). Journal of Molecular Endocrinology, v. 9, p. 213-223, 1992.

GOLDSTEIN, A. L. Thymosin alpha-1: an immunomodulator. Expert Opinion on Biological Therapy, v. 5, 2005.

GOLDSTEIN, A. L.; KLEINMAN, H. K. Thymosin beta-4: a multifunctional regenerative peptide. Expert Opinion on Biological Therapy, v. 15, 2015.

HADLEY, M. E.; DORR, R. T. Melanocortin peptides (Melanotan II). Peptides, v. 27, n. 4, p. 921-930, 2006.

HEFFERNAN, M. et al. AOD-9604: a C-terminal fragment of hGH. British Journal of Pharmacology, v. 134, p. 1151-1158, 2001.

JASTREBOFF, A. M. et al. Tirzepatide once weekly for the treatment of obesity (SURMOUNT-1). New England Journal of Medicine, v. 387, p. 205-216, 2022.

KARNAM, G. et al. KPV tripeptide anti-inflammatory properties. Journal of Molecular Medicine, v. 94, 2016.

KHAVINSON, V. K. et al. Epitalon and telomerase activity. Bulletin of Experimental Biology and Medicine, v. 135, p. 590-593, 2003.

KINGSBERG, S. A. et al. Bremelanotide for hypoactive sexual desire disorder. Journal of Sexual Medicine, v. 16, n. 9, p. 1466-1477, 2019.

KOZLOV, S. A. et al. Selank: a tuftsin analog. Russian Journal of Bioorganic Chemistry, v. 32, 2006.

LEE, C. et al. MOTS-c: a mitochondrial-derived peptide. Cell Metabolism, v. 22, n. 3, p. 443-454, 2015.

LOOMBA, R. et al. Pegozafermin for MASH. New England Journal of Medicine, v. 389, p. 998-1008, 2023.

MENDIAS, C. L. et al. Follistatin gene therapy. Journal of Applied Physiology, v. 110, p. 1586-1594, 2011.

MONTECUCCHI, P. C. et al. Dermorphin: an opioid peptide from amphibian skin. International Journal of Peptide and Protein Research, v. 17, p. 275-283, 1981.

NEELAKANTAN, H. et al. 5-amino-1MQ: NNMT inhibitor. iScience, v. 21, p. 492-504, 2019.

NG, F. M. et al. hGH fragment 176-191. Journal of Molecular Endocrinology, v. 4, 1990.

PICKART, L. GHK-Cu: copper peptide. Journal of Biomaterials Science, Polymer Edition, v. 19, n. 8, p. 969-988, 2008.

PLOSKER, G. L.; GAUTHIER, S. Cerebrolysin: a review. Drugs & Aging, v. 26, n. 11, p. 893-915, 2009.

RETATRUTIDA (LY3437943): triple agonist, phase 2 trial. New England Journal of Medicine, v. 389, 2023.

SAKURAI, T. et al. Orexins and orexin receptors. Cell, v. 92, n. 4, p. 573-585, 1998.

SCHALLY, A. V. et al. Gonadotropin-releasing hormone. Journal of Biological Chemistry, v. 246, 1971.

SCHOENENBERGER, G. A. DSIP: delta sleep-inducing peptide. European Neurology, v. 23, p. 321-345, 1984.

SIKIRIĆ, P. et al. BPC-157: stable gastric pentadecapeptide. Current Pharmaceutical Design, v. 16, n. 16, 2010.

SZETO, H. H. Elamipretide (SS-31): cardiolipin-targeted peptide. British Journal of Pharmacology, v. 171, 2014.

TEICHMAN, S. L. et al. CJC-1295: long-acting GHRH analog. Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, v. 91, n. 3, p. 799-805, 2006.

WILDING, J. P. H. et al. Once-weekly semaglutide in adults with overweight or obesity (STEP 1). New England Journal of Medicine, v. 384, p. 989-1002, 2021.

 


 
 
 
 
 
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