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Canil Amichetti Bulldog's & AMICAT´S Bengal Maine Coon Ragdoll Exótico
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Rod. Régis Bittencourt, km 334, apenas 40 min. de SP- Juquitiba Brasil .
Agende uma agradável visita para adquirir seu filhote e faça belo passeio no santuário ecológico com a Mata Atlântica preservada.
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"O Mini Bulldog Frances Petclube Camp" Sucesso nos EUA e Europa conquista o público brasileiro, mais compacto, saudável e amoroso bulldog conhecido como cão babá.
O ideal – tanto no caso das fêmeas como no dos machos – é mandar castrar na idade recomendada pelo veterinário.
Cães castrados não apresentam mais a agressividade e nem marcam território, isso seria o ideal para casas e apartamentos diz o cinófilo Claudio, já que os machos caninos tendem a ser mais vistosos, seriam um boa indicação para a aquisição.
No entanto, há algumas características que são comuns em cadelas e outras características que são comuns em machos.
É importante avaliar essas características e determinar qual gênero é mais adequado para a situação da sua casa quando escolher um filhote. Além disso, escolher entre machos e fêmeas é importante se você já tem um cachorro e está procurando outro.
PETCLUBE RARE COLOR BULLDOG
Uma das características favoritas do Petclube Camp Frenchie bulldog é que eles vêm em muitas cores e padrões maravilhosos.
Nós amamos todos os nossos Frenchies tanto que é impossível para nós para decidir qual é o nosso favorito, porque todos eles são únicos e diferentes. Como nossos cães são brincalhões e fazem palhaçadas nos divertindo como nosso Zen portador do Gdene Blue.
Para tentar entender melhor as cores e padrões disponíveis, é útil para ler as descrições que encontramos na Wikipedia sobre frenchie bulldog rare color.
Cores no Buldog Francês e a Genética do Blue/chocolate e Tan Gene no Bulldog
Iremos acrescentar aqui que as cores e os padrões de cores do buldogue francês são baseados em vários genes diferentes que interagem uns com os outros para produzir a miríade de belas cores e padrões em que esta raça aparece.
Como é o caso com outros genes, alguns são dominantes e os outros são recessivos, e há uma hierarquia dentro de alguns dos genes recessivos.
Para um gene recessivo para ser expresso, um filhote de cachorro deve herdar o gene recessivo, tanto a mãe quanto o pai. Se o recessiva é herdada de uma única e dominante do outro, o dominante será expresso, mas o cachorro também carregam o gene recessivo que pode ser transmitido às gerações futuras.
Desde a relativa raridade e conveniência de uma cor e padrão Frenchie é um fator significativo na precificação de filhotes de Frenchie, é provavelmente bom para ter uma ideia de como os vários genes interagem.
O chocolate raro também é uma cor recessiva em Frenchies causados por um dos quatro alelos no locus B (um dos quais, o mais comum, não pode ser DNA testado para ainda).
A coloração azul raro é bonita (diluição de preto ao cinza azulado, castanho para azul hazed gamo, ou chocolate para lilás) também é devido a um gene recessivo.
Preto puro sem brindling é devido ao gene preto recessiva (a / a), tal como é azul puro (que é criado pelo preto duplo recessivo acoplado com a diluída recessiva [azul] gene dupla - a / a, d / d) .
Pure Black e puras Frenchies azuis não são permitidas em eventos de conformação AKC sancionada neste momento, mas esperamos que isto irá mudar para que estes cães extremamente raras e belas podem ser devidamente admirado e recompensado.
Outra cor e padrão que é ainda mais rara e bela é o preto puro com pontos de Tan (criadas por outro gene recessivo, que também pode ser diluído para um azul puro, com pontos tan).
Também é possível produzir um Frenchie de chocolate com pontos tan, que esperamos fazer relativamente breve. Estes cães lindos e extremamente raras também não são permitidos atualmente em AKC sancionada eventos conformação neste momento, provavelmente devido ao fato de a genética não foram bem compreendidas quando as orientações foram estabelecidas muitas décadas atrás; um dia nós esperamos que isso vai mudar.
French bulldog Black & Tan, Blue & Tan e Frenchie bulldog Chocolate & Tan - Estes são os mais raros do buldogue francês marcação padrões e cores. Eles também são desqualificados para as competições de conformação porque inicialmente preto & tan foi pensado ser um padrão de marcação dominante, como é em outras raças caninas.
Sabe-se agora que o preto & tan em Frenchies (preto com pontos tan) é o resultado de um gene recessivo que é que ocorre naturalmente, mas muito raro em Frenchies.
Ainda mais raros são o azul & tan (azul com pontos tan) e chocolate & tan Frenchies uma vez que ambos os pontos recessivos tan (ou pontos tan e recessivo preto) eo diluído recessivo (azul) genes devem ser herdados de ambos os pais. Ambos preto & tan Frenchies, Frenchies azul & tan e chocolate & tan Frenchies todos vêm em pied bem, se tanto a mãe eo pai são pied ou carregam o gene recessivo pied.
Frenchies com qualquer uma dessas cores e padrões são muito bonitas, muito raro e muito caro; mas se você estiver procurando por um Frenchie único e especial que muito poucas pessoas no mundo têm a sorte de possuir, pode ser apenas o que você está procurando. Enquanto Frenchies destas cores e padrões atualmente não pode ser inserido em competições de conformação, eles são tão saudável e tão maravilhoso em todos os sentidos como seus irmãos e irmãs que têm coloração mais comum.
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Happy Bulldoggin!!!
Cães que lhes dão o mundo
Submetido em Sábado, 16/05/2009 - 12:14 por Sérgio Gonçalves
Com o tema: Cão-guia
Os cães de serviço e os cães para surdos fazem parte dos cães de assistência e dispõem de legislação própria.
Em Portugal são educados pela Ânimas (www.animaspt.org ), uma associação que também realiza programas de actividades e de terapias assistidas por animais.
A Ânimas tem sede no Porto mas os seus cães estão instalados na Quinta do Couvo, em Oliveira de Azeméis.
Kuka sabe exactamente a que velocidade caminhar. Nem mais depressa nem mais devagar do que os pequeníssimos passos de Maria do Céu. Sempre dócil e disponível. Sempre atenta e concentrada nas necessidades da sua companheira. Kuka trouxe a Maria do Céu uma tranquilidade que esta desconhecia, uma confiança que mudou a sua vida.
Aliviou-lhe o peso que os obstáculos representam, minimizou-lhe as adversidades. Física e psicologicamente. À função de cadela de serviço juntou a de companhia, até ganhar o estatuto de melhor amiga da sua utilizadora e deixar a psicóloga Maria do Céu em dificuldades para explicar a relação que se estabeleceu entre ela e esta labradora: "A Kuka faz parte do meu dia-a-dia, é quase uma extensão de mim... É uma companhia, mas é muito mais do que isso... Não consigo comparar a relação que tenho com ela a nenhuma outra...". As palavras são redutoras de algo que se tornou tão imenso. Maria do Céu tenta uma última definição para nos aproximar ao mundo de cumplicidade que ela e Kuka criaram: "A nossa relação é uma magia de afectos".
Tem razão Maria do Céu Seabra: não é fácil falar sobre sentimentos, menos ainda sobre sentimentos em estado puro, que são aqueles que os cães dedicam aos humanos que os cuidam e que estes lhes tentam devolver com intensidade idêntica. Não a ajuda sequer o seu treino profissional como psicóloga e terapeuta familiar (na CERCI da Póvoa de Santa Iria e como voluntária na Raríssimas, a Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras). Mas não ficam dúvidas que é especial a relação estabelecida com Kuka, uma labradora amarela que vai fazer seis anos. Ela é um dos três cães de serviço (ver caixa) treinados até ao momento pela Ânimas - Associação Portuguesa para a Intervenção com Animais de Ajuda Social - cujo lema é uma síntese feliz da atitude dos cães: "Capaz de tudo por si".
E, em termos das suas funcionalidades técnicas, o que tem feito Kuka por Maria do Céu, 37 anos, neste ano e meio de coabitação? A primeira vez que vemos esta dupla feminina, a Kuka vem a desempenhar uma das suas tarefas mais importantes: transportar na boca a mala da sua utilizadora (e não dona porque os cães de assistência são cedidos, permanecendo pertença da Ânimas e da Associação Beira Aguieira de Apoio ao Deficiente Visual -, as associações que em Portugal preparam estes cães). Maria do Céu fica assim com as mãos libertas para trazer um banquinho desmontável, que a ajuda a chegar a sítios mais altos, como sentar-se na cadeira do café onde nos encontramos.
O ar doce e a boa disposição da cadela, assinalada por um quase constante dar de cauda, conquistam atenções, tornam irresistível a vontade de fazer festas. Mas Maria do Céu rejeita o pedido e explica porquê. "Percebo que seja uma tentação fazer-lhe festas. Mas ela está a trabalhar e qualquer distracção pode pôr em risco a minha segurança". Um colete com a inscrição "cão de assistência" indica isso mesmo e deve funcionar como o passaporte que dá a estes cães acesso ilimitado a todos os locais. Para a Kuka, como para todos os cães de assistência, ter colocado o colete significa que está a trabalhar e só tem direito a descontrair quando este é retirado.
Todos os interruptores de luz e botões de elevadores estão colocados alto de mais para um anão com menos de um metro. Grande parte do mobiliário urbano continua a não cumprir a legislação das acessibilidades, frisa Maria do Céu. Kuka tornou a maioria deles acessível à psicóloga, que sofre de displasia diastrófica, um distúrbio que resulta em baixa estatura, como explica embora sem revelar a altura exacta. Esse foi um dos pedidos que fez quando foi entrevistada na Ânimas para se candidatar a um cão de serviço.
O educador da Kuka, Sebastião Castro Lemos - 57 anos, proprietário da Quinta do Couvo, em Oliveira de Azeméis, onde estão os cães da associação, da qual é voluntário - contou ao Expresso que teve de imaginar um sistema que servisse esta necessidade específica: a técnica de targeting, ou seja, tocar num alvo, foi completada com uma luz laser para indicar o alvo onde se deseja que o cão toque. Sebastião e Bruna - uma labrador com um ano que está a finalizar o treino de obediência e a começar a receber os primeiros ensinamentos para se tornar numa cadela de serviço - exemplificam o procedimento, mas sem o apontador a laser. No dia seguinte, é a vez de Maria do Céu e Kuka. As imagens que se seguem são únicas. Maria do Céu começa por fazer incidir no chão o ponto vermelho do laser tornando-o, assim, no foco de atenção de Kuka.
Imediatamente, aponta-o ao interruptor da luz e à ordem "toca", a cadela toca no botão e acende a luz. O mesmo acontece para chamar o elevador. A acção é repetida várias vezes para o repórter fotográfico e o operador de vídeo do Expresso conseguirem o melhor registo. Kuka dá o seu melhor - "ela está sempre disponível e são poucas as vezes em que acusa cansaço", sublinha Maria do Céu - e por isso vai sendo recompensada com grãos de ração, à laia de guloseima, o que acentua o carácter lúdico que este tipo de trabalho tem para um cão.
"Que querem ver mais?", pergunta a psicóloga, quebrando o silêncio provocado pelo espanto. Ficamos a saber que Kuka apanha objectos do chão, ajuda Maria do Céu a subir e descer escadas e lancis de passeios, a abrir as portas... "Já está tudo tão automatizado que, às tantas, nem me lembro de tudo o que a Kuka faz", conta a utilizadora. Nem precisa de dar todas as ordens. Kuka sabe, por exemplo, que a sua última tarefa no gabinete da psicóloga na CERCI, antes de subir para o banco de trás do automóvel de Maria do Céu para fazerem os 45 quilómetros de regresso a casa, é apagar a luz. E fá-lo como quem diz "vamos embora".
Na casa de Maria do Céu e dos pais sempre houve cães - actualmente têm a Becas, uma rafeira abandonada que a família acolheu - , mas a especificidade de um cão de serviço obrigou a um curso de acoplamento, três semanas de adaptação às funcionalidades técnicas e também de aprendizagem dos cuidados de que o canídeo necessita, como brincar entre 30 minutos a uma hora por dia para aliviar o stresse da sua missão.
"Antes tinha de antecipar tudo o que ia fazer, principalmente se ia a sítios novos... Agora, não penso nisso porque sei que a Kuka está lá para me ajudar. Houve uma mudança significativa na minha vida, mas não passei a fazer outras coisas, mas sim a fazer as coisas com despreocupação. Porque a Kuka está sempre comigo".
Lana é o único cão para surdos existente em Portugal. Desde há um ano que tem a missão especial de avisar o casal Baltazar - ambos surdos - quando toca a campainha da porta, o sinal avisador do microondas ou o alarme de incêndio. Ou, mas já por iniciativa da própria, quando há trovoada ou chega o peixeiro.
Ao contrário da Kuka, a Lana é irrequieta, tem um ar desafiador e só o colete mostra que é um cão de assistência. Como qualquer raça ou rafeiro pode desempenhar a função de cão para surdos, a pequena estatura desta pekinois de quatro anos funcionou como uma vantagem, pois os chamamentos de atenção são feitos com toques da pata, explica Liliana de Sousa, 55 anos, a bióloga fundadora e presidente da Ânimas. Já os cães de serviço são obrigatoriamente retriever do labrador - e quase em exclusivo os cães-guia para cegos -, dada as características da raça, como a inteligência e capacidade de aprendizagem, a afabilidade e o carácter.
No dia da visita da reportagem do Expresso à casa desta família de Valongo ninguém tinha a certeza se a coqueluche da casa se iria portar à altura. A razão é simples: se em casa estiverem pessoas da comunidade ouvinte, e desde logo Fernando Baltazar, o filho do casal que é intérprete de língua gestual, Lana pode aproveitar para se deixar ficar quieta. Quem o conta, a rir a bom rir, é o dono, Armando, 58 anos, reformado da banca e a frequentar na Universidade de Coimbra o Curso de Língua Gestual Portuguesa. A mulher, Maria da Glória, um ano mais nova e bancária, corrobora. Mas Lana não quis fazer feio, muito menos à frente do seu instrutor, Hugo Roby, 29 anos, educador de cães de profissão e voluntário na Ânimas. "Tive de perceber a realidade da família Baltazar e os seus problemas. E depois trabalhar em função disso". O primeiro passo foi um vulgar treino de obediência e de comportamento, só depois as necessidades especiais de quem não ouve. Ao fim de cerca de oito meses a ser educada por Hugo regressou a casa com as novas competências: a campainha da porta toca e ela corre na direcção de Armindo ou de Maria da Glória, empina-se e bate-lhes com a pata numa das pernas. É assim com todos os sons para que foi ensinada.
Lana era já a cadela da família. Chegou aos seis meses trazida pelo irmão gémeo de Fernando, na sequência de uma separação. "Eu, que tive um pastor alemão, fiquei a olhar para aquela coisa pequena e feia", recorda, bem humorado, Armindo Baltazar, repentinamente surdo aos 13 anos devido a um ataque de meningite violenta. Maria da Glória, que também perdeu a audição devido à meningite mas ainda bebé, aos 18 meses, apesar da grande dificuldade em se exprimir oralmente, deixa claro que está a sair em defesa da bicha de estimação e que nunca a achou feia. No fundo, sabe que o marido está a brincar e ambos mostram estar muito ligados a um animal que começou por ser apenas de estimação.
Sempre com a ajuda de Fernando Baltazar, 35 anos, como intérprete - função que exerce para o Ministério da Justiça e na televisão - essencialmente para colocar as nossas perguntas ao pai, uma vez que Armindo mantém parte da oralidade, ficamos a saber que este tem um longo percurso na Associação de Surdos do Porto e na Federação Portuguesa das Associações de Surdos e foi nesse âmbito que teve conhecimento do trabalho da Ânimas. "Às vezes as pessoas só protestam e não agem. Quis saber como era ter um cão assim treinado, até para dar o exemplo..." Na verdade não se pode dizer que a vida do casal Baltazar tenha mudado radicalmente com a nova Lana. "Mas poderia ter mudado se, como a maior parte dos não ouvintes, tivéssemos a casa toda adaptada com sinais luminosos e não apenas uma lâmpada na cozinha que avisa quando a campainha da porta toca...", defende Armindo Baltazar.
Há dez anos, era entregue o primeiro cão-guia para cegos. Hoje, a Escola de Cães-Guia para Cegos de Mortágua (da já referida ABAADV) já entregou mais de 70 cães e não tem mãos a medir, como explica o seu presidente, João Fonseca, 46 anos, veterinário e autarca. Mas os três educadores da escola só têm capacidade para preparar 12 cães por ano, com um custo estimado de 17.500 euros cada, mas entregue gratuitamente ao utilizador. O subsídio da Segurança Social por cada dupla cego/ cão-guia formada "representa apenas 65% dos custos totais da escola". Enquanto a Ânimas lamenta a falta de conhecimento por parte dos potenciais beneficiários dos seus cães, aqui é a lista de espera que aumenta.
Augusto Hortas, 58 anos, funcionário público há mais de 35, teve um descolamento de retina que rapidamente o levou à cegueira. Passou por um "desmoronar de castelos muito complicado", mas acabou por reagir quando percebeu que não era o único jovem a enfrentar tal provação. Fez o curso de Filosofia, casou com Arminda (que cegou aos 14 anos na sequência de uma meningite), teve dois filhos e entrou no associativismo, na conhecida ACAPO (Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal), através da qual se candidata a um cão-guia e se torna no primeiro utilizador português. E, por consequência, no primeiro cego a lutar pelo cumprimento da lei que permite a entrada destes cães a locais de acesso público e transportes. É num restaurante, com Lua deitada junto à mesa, que decorre esta conversa. Tem quase seis anos e é mais uma fêmea labradora desta reportagem: mais calmas do que os machos, têm a vantagem de ser mais pequenas e se acomodarem melhor, mas serem suficientemente grandes para possibilitar a devida comunicação, através do arnês, com a pessoa que guiam. O arnês é considerado a farda do cão-guia, que inclui um guizo para permitir ao cego saber sempre onde se encontra o seu cão.
"Muita coisa mudou nestes dez anos. Hoje as pessoas já sabem o que é um cão-guia e conhecem melhor os seus direitos", diz Augusto Hortas, desfiando histórias antigas de barramentos em restaurantes e recusa de transporte em táxis. A identificação dos prevaricadores pelas autoridades é o conselho que aprendeu à custa de ter perdido um processo contra o proprietário e motorista de um táxi que não o deixou o entrar, na altura ainda com Camila - a primeira cadela que se tornou nos seus olhos, expressão que usa com orgulho. Feito o estágio de adaptação (uma semana em Mortágua, outra em Vila Franca de Xira, onde reside, e sempre com a presença do educador), começou o dia-a-dia de Augusto com Camila, ela a levá-lo com segurança, de casa até ao comboio para Alverca, da estação para o Instituto do Emprego e Formação Profissional, onde trabalha como técnico superior, o inverso ao final do dia. "É estar sempre acompanhado por um amigo, a conversar... Em troca, estes cães apenas pedem comida e carinho."
A autonomia foi tal que deixou a bengala praticamente de lado, "mais do que devia". Quando Camila foi operada devido a uma ruptura de ligamentos e não o podia acompanhar, Augusto sentiu-se perdido: "Foi como voltar ao princípio, a reconhecer os caminhos e pontos de referência. Aprendi que a bengala é um objecto inerte mas útil, e desde então voltei a usá-la mais". Camila nunca recuperou devidamente e Lua veio substituí-la nas tarefas. Mas Augusto pensou em andar com as duas, para que Camila não se sentisse preterida. Em vão: as cadelas disputavam o direito a ir do lado esquerdo (o lugar que lhes compete como guia); aconselhado pelo educador Vítor Costa a levar ambas do lado esquerdo, lutavam pela posição junto à perna de Augusto... "A Camila tinha atitudes irreconhecíveis", recorda Augusto. Eram, afinal, já sintoma da doença maligna que a vitimou ao fim de sete anos e alguns meses a guiá-lo. "Foi o maior desgosto da minha vida". A confissão dolorosa é sublinhada pelo humedecer dos olhos. Augusto faz questão de frisar que apesar de ter sido enorme o desgosto que sentiu quando um médico lhe assegurou que ia ser cego toda a vida, foi maior o da perda da labradora. "Foi a perda de um familiar muito, muito próximo. Ela substituía realmente os meus olhos."
Os cães de assistência têm de ter prazer naquilo que fazem. Este é um dos segredos dos educadores, assim chamados nestas duas associações após a formação feita no estrangeiro, porque, salientam, treinadores há muitos, educadores muito poucos. "Eles vão passar o resto da vida a servir alguém", frisa Sabina Teixeira, 38 anos, da Escola de Cães-Guia para Cegos. Todos os dias, ela e Marta Ferreira, 32 anos, levam os "seus" cães para uma cidade vizinha para simularem, até no andar, o que significa guiar um cego, a missão que irão ter nos próximos oito, dez anos. Um treino técnico que não começa antes dos 12 meses e acontece após uma fase de socialização dos cães em famílias de acolhimento. Depois, durante cerca de um ano, educador e educando viverão diariamente a batalha pelas competências especiais, estabelecendo relações fortes e desejáveis porque, como diz Liliana de Sousa, "os cães não são robôs".
António Neves, 49 anos, um dos educadores da Ânimas e que faz igualmente voluntariado como técnico de actividades assistidas por animais na Associação Portuguesa de de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente, em Vila Real, sintetiza estes laços únicos: "Quando entregamos um cão é a chorar. Quem o recebe é também a chorar".
Cães de assistência São, segundo o Decreto-Lei n.º 74/2007, de 27 de Março, cães que auxiliam pessoas com deficiência, caso dos cães-guia, cães para surdos e cães de serviço. Há uma quarta categoria, que a Ânimas quer trazer para Portugal, e que são os cães de alerta, cuja missão é avisar os utilizadores para a ocorrência de ataques de doenças como a epilepsia ou a diabetes.
Cães de Serviço: auxiliam pessoas com deficiência motora, realizando tarefas como abrir portas, recolher objectos do chão ou de locais inacessíveis, acender luzes, accionar elevadores, despir certas peças de vestuário, etc.
Cães para Surdos: alertam para o toque de campainhas, alarmes, choro de recém-nascido, etc.
Cães-Guia: conduzem o cego em segurança, evitando que choque com obstáculos e ajudando-o a encontrar locais, etc.
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Agende uma agradável visita para adquirir seu filhote e faça belo passeio no santuário ecológico com a Mata Atlântica preservada.