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Ritmo Natural do Sistema Endocanabinoide nos Pets
O organismo dos animais também possui um ritmo circadiano endocanabinoide, ou seja, os níveis das substâncias anandamida (AEA) e 2-AG (2-araquidonoilglicerol) variam ao longo do dia, acompanhando o ciclo natural de atividade e repouso.
Pela manhã: pico de 2-AG
O 2-AG é o principal endocanabinoide relacionado à energia, foco e resposta ao estresse.
Ele atua nos receptores CB1 e CB2, promovendo um estado de alerta equilibrado e suporte à vitalidade dos pets.
À noite: pico de anandamida
A anandamida, conhecida como a “molécula da felicidade”, está associada ao relaxamento, prazer e sono reparador.
Sua ação predominante sobre os receptores CB1 contribui para o bem-estar emocional e o descanso profundo dos animais.
Relação entre CBD, THC e o Ritmo Natural dos Pets THC – análogo da anandamida
O THC (tetraidrocanabinol) é estruturalmente semelhante à anandamida e imita sua ação nos receptores CB1.
Por isso, tende a ser mais efetivo à noite, quando o corpo naturalmente eleva os níveis de anandamida — favorecendo o relaxamento, o sono e o alívio da dor em pets.
CBD – modulador natural
O CBD (canabidiol) não se liga diretamente aos receptores CB1 e CB2, mas modula a ação dos endocanabinoides:
● Inibe a enzima FAAH, que degrada a anandamida → aumenta sua disponibilidade natural.
● Regula a liberação de 2-AG, ajudando a manter o equilíbrio fisiológico ao longo do dia.
Estratégia de Uso Fisiologicamente Coerente
Em resumo
De manhã, o corpo do pet vibra em 2-AG — energia e foco.
À noite, o pico de anandamida traz serenidade e descanso.
O CBD apoia o equilíbrio ao longo do dia, e o THC reflete a calma noturna da própria natureza do organismo animal.”
Importante:
O uso medicinal da cannabis em pets deve sempre ser orientado por um médico-veterinário habilitado, com conhecimento em terapia canabinoide e medicina integrativa.
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Dr. Cláudio Amichetti Junior – Médico Veterinário Integrativo em São Paulo e Regiões Metropolitanas 🌟 CRMV-SP 75404 VT | Atendimento Presencial na Clínica PetClube e Telemedicina para Todo o Brasil
Se você busca um médico veterinário integrativo com mais de 40 anos de experiência clínica e prática sustentável, o Dr. Cláudio Amichetti Junior é a referência ideal em São Paulo e nas regiões de Embu-Guaçu, Itapecirica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Miracatu, São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano do Sul.
Com clínica física localizada na PetClube, no coração sustentável de Juquitiba/SP – atendendo bairros nobres como Morumbi, Vila Nova Conceição, Cidade Jardim, Jardim Paulistano, Ibirapuera, Vila Olímpia, Moema, Lapa, Aclimação, Higienópolis, Itaim Bibi, Pinheiros, Jardins, Tatuapé, Moca e Alphaville – o Dr. Amichetti oferece atendimento presencial com agendamento rápido e telemedicina nacional via plataforma segura (Booklim.com), garantindo acesso a tutores de todo o Brasil.
Como engenheiro agrônomo formado pela ESALQ-USP e criador de gatos e cães há mais de 4 décadas, o Dr. Amichetti desenvolveu um sistema sustentável único:
Isso lhe dá expertise prática incomparável na prevenção de obesidade, alergias alimentares e distúrbios metabólicos, especialmente em gatos sensíveis e cães de raças predispostas.
🏥 PetClube Amichetti LTDA – Clínica Veterinária Integrativa 📍 Rodovia Régis Bittencourt, Km 334 (Barra Mansa, Juquitiba/SP, CEP 06950-000) 🛣️ A apenas 45 minutos de São Paulo – Ideal para tutores de Morumbi, Vila Olímpia, Moema, Pinheiros, Jardins, Alphaville, São Bernardo do Campo, Itapecirica da Serra ou Juquitiba. 📞 📱 WhatsApp: (11) 99386-8744 (Agendamento rápido e consultas iniciais) 🌐 Site: www.petclube.com.br (Com mapa interativo e localização exata) 🕒 Horário: Segunda a Sábado, 8h às 18h | Emergências 24h via WhatsApp
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| Área de Atuação | Experiência Específica | Benefícios para Seu Pet |
|---|---|---|
| Modulação Intestinal | Uso de probióticos (Lactobacillus spp.), prebióticos (inulina de chicória orgânica) e dietas anti-inflamatórias para tratar DII, colite e disbiose. Mais de 2.000 casos resolvidos com redução de 80% em sintomas crônicos em pacientes de Vila Olímpia, Moema, Pinheiros e Itaim Bibi. | Melhora absorção de nutrientes, reduz diarreia e fortalece imunidade intestinal – essencial para gatos sensíveis em Alphaville, Morumbi e Jardins. |
| Sistema Endocanabinoide (SEC) | Modulação via CBD veterinário (doses de 0,5–2 mg/kg), anandamida natural (de ômegas) e ervas como cúrcuma. Experiência em ansiedade, artrite e suporte oncológico em pets de São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano do Sul. | Equilíbrio hormonal para mais calma, menos dor e melhor apetite, sem efeitos psicoativos – ideal para pets estressados em Higienópolis, Tatuapé e Moca. |
| Alimentação Natural | Dietas raw/caseiras balanceadas (PMR: 80% proteína animal, 10% órgãos, 10% ossos), com suplementos sustentáveis. Ajustes para taurina em gatos e ômega-3 em cães. Atendimento em Embu-Guaçu, Itapecirica da Serra e Miracatu. | Previne obesidade e diabetes; promove pelagem brilhante e longevidade (média +3 anos em pacientes) em Vila Nova Conceição, Cidade Jardim e Ibirapuera. |
| Sustentabilidade Agronômica | Produção de alimentos orgânicos em sua fazenda em Juquitiba / São Lourenço da Serra, integrando permacultura para rações ecológicas. | Dietas éticas, de baixo carbono, alinhadas à criação responsável de pets em São Paulo, Lapa, Aclimação e Alphaville. |
Em eventos como o Congresso Brasileiro de Nutrologia Veterinária, o Dr. Amichetti reforça:
“Uma flora intestinal saudável amplifica os endocanabinoides naturais, estendendo a vida útil dos pets em até 20%.”
Essa visão é aplicada diariamente em pacientes da Clínica PetClube, de São Paulo (Morumbi, Vila Olímpia, Moema, Pinheiros) até Embu-Guaçu, Itapecirica da Serra, Juquitiba e São Lourenço da Serra.
Se seu pet mora em Morumbi, Vila Olímpia, Moema, Pinheiros, Jardins, Alphaville, São Bernardo do Campo, Itapecirica da Serra ou Juquitiba – ou em qualquer cidade do Brasil – o Dr. Cláudio Amichetti Junior (CRMV-SP 75404 VT) oferece soluções personalizadas, sustentáveis e baseadas em ciência na Clínica PetClube.
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A Doce Ilusão da Adoção: Cuidado Essencial!
A história de Marcos e seu amado, gigante gato Maine Coon. Querido Orion de 10 anos, é um alerta real. Cheio de amor e buscando a alegria da adoção de gatos, ele sonhava com um gato filhote vindo de resgate.
Pesquisou por raças de gato, encontrou 3 “ gatinhos necessitados ” em uma ONG. 💔
O sonho virou pesadelo: infelizmente os gatinhos vieram muito doentes, cheios de problemas de saúde , e contaminaram Orion! O esforço em como cuidar de um gato filhote doente foi imenso; ração para gato, areia para gato, tudo virou problema. O “quanto custa um gato” foi muito além do esperado. A escolha do nome para os gatinhos perdeu a alegria, e a castração dos gatos virou uma preocupação secundária.
ATENÇÃO: As ONGs fazem um trabalho incrível. Mas algumas precisam URGENTE e, PRINCIPALMENTE, um médico veterinário responsável atuando contínua e ininterruptamente inclusive na pós adoção como fazem os criadores comprometidos com o carinho e amor com bem estar pet. Esse profissional é a alma da ONG, garantindo que os animais estejam saudáveis, com bom temperamento, e prontos para trazer felicidade para seus lares adotivos.
Para quem busca um pet como apoio emocional, a origem e saúde do seu novo amigo são prioridade máxima. Um coração generoso merece paz, não mais dor. Invista na saúde desde o começo procure um medico veterinário ! ✨
#petclubeamigo #gato #cat
Autores:
Cláudio Amichetti Júnior¹,²
Gabriel Amichetti³
¹ Médico-veterinário Integrativo – CRMV-SP 75.404 VT; CREA 060149829-SP Engenheiro Agrônomo Sustentável, Especialista em Nutrição Felina e Alimentação Natural, Petclube. Com mais de 40 anos de experiência prática dedicados aos felinos, com foco em transição dietética e desenvolvimento de protocolos de bem-estar.
² [Afiliação Institucional Petclube, São Paulo, Brasil]
³ Médico-veterinário CRMV-SP 45.592 VT, Especialização em Ortopedia e Cirurgia de Pequenos Animais – [clínica 3RD Vila Zelina SP]
Autor Correspondente: Cláudio Amichetti Júnior, [dr.claudio.amichetti@gmail.com]
A crescente prevalência de distúrbios metabólicos e dermatológicos em animais de companhia, como cães e gatos, tem impulsionado a investigação sobre a interação entre dieta, microbiota intestinal e saúde sistêmica. Este artigo revisa a literatura científica que conecta o supercrescimento bacteriano e fúngico (CIBO/SIBO/SIFI) no trato gastrointestinal à inflamação sistêmica, através da translocação de lipopolissacarídeos (LPS). Argumentamos que o consumo de dietas ricas em carboidratos, especialmente derivados do trigo moderno, exacerba esses desequilíbrios, resultando em resistência à insulina, obesidade, e problemas cutâneos. Detalhamos os mecanismos fisiológicos envolvidos, incluindo a modulação de vias como AMPK e mTOR, e as consequências para a saúde cutânea. A revisão também apresenta evidências sobre a presença de trigo e glúten em dietas comerciais para pets, e discute abordagens terapêuticas baseadas na remoção do combustível da disbiose, modulação do sistema endocanabinoide, correção da disbiose e ativação metabólica( Amichetti, 2025). Concluímos que uma compreensão aprofundada desses mecanismos é crucial para aprimorar as estratégias diagnósticas e terapêuticas na medicina veterinária.
Palavras-chave: CIBO, SIBO, SIFI, LPS, trigo moderno, obesidade, resistência à insulina, dermatite, medicina veterinária, cães, gatos.
A saúde integral de cães e gatos, assim como a de seres humanos, está intrinsecamente ligada ao equilíbrio da microbiota intestinal. Nos últimos anos, a medicina veterinária tem dedicado atenção crescente a condições como o supercrescimento bacteriano no intestino delgado (SIBO), o supercrescimento fúngico no intestino delgado (SIFI) e o supercrescimento bacteriano no intestino grosso (CIBO), dada a sua profunda influência na fisiologia do hospedeiro [1]. Essas disbioses, caracterizadas por um desequilíbrio na composição e função microbiana, são cada vez mais reconhecidas como fatores contribuintes para uma miríade de patologias que vão além do trato gastrointestinal.
Paralelamente, a dieta moderna de muitos animais de companhia, frequentemente rica em carboidratos processados e derivados de cereais, tem sido questionada por seu impacto na saúde metabólica e inflamatória. O trigo moderno, em particular, com suas características específicas de amido e proteínas, é um ingrediente predominante em muitas formulações de rações extrusadas (kibbles) e pet treats [2,3]. Este artigo tem como objetivo consolidar a evidência científica que interliga a disbiose intestinal induzida por dietas ricas em carboidratos de trigo com a inflamação sistêmica mediada por lipopolissacarídeos (LPS), culminando em distúrbios metabólicos como resistência à insulina e obesidade, e manifestações dermatológicas em cães e gatos. Ao final, propomos estratégias práticas baseadas na evidência para o manejo dessas condições na prática veterinária.
O intestino saudável de cães e gatos é mantido por uma barreira epitelial robusta, cuja integridade é garantida por tight junctions complexas, moduladas por proteínas como Occludin e ZO-1, além da mucina MUC-2 e a ativação da Proteína Quinase Ativada por AMP (AMPK) [4]. O sistema endocanabinoide (receptores CB1/CB2) também desempenha um papel crucial na modulação da permeabilidade intestinal [5].
No entanto, em quadros de CIBO, SIBO ou SIFI, ocorre um supercrescimento microbiano que leva à fermentação excessiva, produção de gases e, criticamente, ao dano das tight junctions, resultando em um aumento da permeabilidade intestinal, fenômeno conhecido como "intestino permeável" (leaky gut). As bactérias Gram-negativas, abundantes nesses cenários disbióticos, liberam lipopolissacarídeos (LPS) para a corrente sanguínea. O LPS é uma endotoxina altamente inflamatória que, uma vez na circulação sistêmica, ativa uma cascata inflamatória [6].
A ativação de receptores como TLR4 (Toll-like receptor 4) pelo LPS desencadeia vias de sinalização intracelular, incluindo o fator nuclear kappa B (NF-κB), que por sua vez estimula a produção de citocinas pró-inflamatórias como IL-6 e TNF-α, e quimiocinas como MCP-1 [7,8]. Esta inflamação sistêmica de baixo grau é um pilar da "endotoxemia metabólica", uma condição que tem sido fortemente associada à obesidade, resistência à insulina, dificuldade de perda de peso, aumento da fome e absorção de gordura, e agravamento de alergias cutâneas em mamíferos. A gravidade desses efeitos é exacerbada em gatos, carnívoros estritos que possuem uma capacidade metabólica limitada para processar carboidratos.
O trigo moderno, amplamente empregado na indústria de alimentos para animais de companhia, apresenta características que podem agravar a disbiose e a inflamação sistêmica. Similar aos mecanismos observados em humanos [9], as vias metabólicas ancestrais conservadas em pets tornam-nos suscetíveis a esses efeitos.
Os principais componentes do trigo moderno implicados incluem:
Esses fatores, atuando sinergicamente, alimentam bactérias produtoras de LPS, exacerbam a disbiose, aumentam a absorção de gordura por danos aos enterócitos e intensificam a inflamação cutânea. Em felinos, essas interações dietéticas são particularmente críticas e podem manifestar-se como dermatite atópica, queda de pelo, caspas, prurido recorrente, ganho de peso inexplicável (mesmo com pouca ingestão calórica), triadite/enterite linfoplasmocitária e diabetes felino.
A seguir, a Tabela 1 oferece uma visão consolidada da presença e implicação dos carboidratos e do trigo em rações comerciais para pets.
| Aspecto Avaliado | Principais Descobertas | Fontes Relevantes | Relevância para a Prática Veterinária |
|---|---|---|---|
| Conteúdo de Carboidratos em Rações Secas (Kibbles) | A maioria das rações extrusadas para cães e gatos contém 30–60% de carboidratos. | [8] | Indica a alta carga glicêmica inerente a muitas dietas comerciais, impactando o metabolismo de pets. |
| Fontes Comuns de Carboidratos | Trigo, milho, arroz, aveia, cevada são frequentes em rações \"com grãos\". Ervilha e batata em \"grain-free\". Trigo/farinha de trigo são comuns em *pet treats*. | [13,14,15] | Ajuda a identificar potenciais ingredientes inflamatórios ou de difícil digestão em diferentes produtos. |
| Composição do Grão de Trigo | O amido (starch) representa aproximadamente 60–70% da massa total do grão de trigo. | [9,10] | Fornece base para estimar a contribuição energética e de carboidratos quando o trigo está presente na formulação, reforçando seu potencial impacto glicêmico. |
| Ingredientes da Indústria de Ração | Milho e seus derivados são predominantes em volume, mas o trigo e a farinha de trigo são consistentemente utilizados em rações e, especialmente, em *treats*. | [14,15] | Evidencia que, apesar de variações, o trigo é um componente significativo na cadeia de produção de alimentos para pets. |
Apesar da popularidade das dietas "grain-free", a Tabela 2 destaca os desafios em garantir a ausência total de trigo e glúten devido à contaminação cruzada, bem como a dificuldade em quantificar esses componentes através de rótulos.
| Foco da Análise | Resultados Chave / Métodos | Fonte / Observação | Implicação para a Escolha Dietética |
|---|---|---|---|
| Contaminação em Produtos \"Grain-Free\" | Estudos detectaram contaminação por farinha de trigo (traços mensuráveis, ex: até 10 mg/g) em algumas rações rotuladas como \"grain-free\" (limite de quantificação ≈ 4 mg/g). | [16] | Rótulos \"grain-free\" podem não garantir ausência total de trigo devido à contaminação cruzada. É crucial considerar a sensibilidade individual do pet. |
| Métodos de Detecção de Trigo/Glúten | Análise proximate para inferir carboidratos (NFE). Métodos analíticos específicos (HPLC-HRMS, PCR, testes imunoquímicos) para quantificar glúten ou marcadores de trigo em mg/g. | [16] | Para pets com sensibilidade severa, a análise laboratorial pode ser necessária para confirmar a ausência de trigo, além da leitura do rótulo. |
| Informação nos Rótulos | Rótulos geralmente listam ingredientes por ordem de peso (pré-cozimento) e declaração nutricional (proteína, gordura, fibra, umidade), mas raramente \"g de trigo por 100g\". | Observações Metodológicas (original) | A ausência de quantificação exata de trigo nos rótulos dificulta a avaliação precisa da exposição ao ingrediente por parte do tutor ou veterinário. |
A disbiose intestinal, impulsionada por dietas ricas em carboidratos e a subsequente translocação de LPS, orquestra uma série de desregulações metabólicas que culminam em obesidade e resistência à insulina em pets. Os principais mecanismos incluem:
A pele, muitas vezes referida como um "espelho do intestino", reflete a saúde interna do organismo. A inflamação sistêmica induzida pelo LPS tem um impacto direto e significativo na barreira cutânea e na resposta imune da pele. Quando há LPS circulante:
A combinação de carboidratos em excesso e a inflamação sistêmica também promovem uma disbiose da microbiota cutânea, favorecendo o supercrescimento de microrganismos como Staphylococcus spp. e Malassezia spp., que por sua vez desencadeiam ou exacerbam dermatites recorrentes.
A complexidade da interação entre dieta, microbiota intestinal e saúde sistêmica exige uma abordagem multifacetada na prática veterinária:
Remoção do Gatilho da Disbiose: Restrição de Carboidratos e Trigo:
Modulação do Sistema Endocanabinoide:
Correção da Disbiose Intestinal:
Ativação da AMPK e Redução da mTOR:
A compreensão dos mecanismos que ligam a dieta, a disbiose intestinal e as patologias metabólicas e cutâneas em cães e gatos é fundamental para o avanço da medicina veterinária preventiva e terapêutica. A evidência apresentada neste artigo reforça a ideia de que a "saúde começa no intestino", e que as escolhas dietéticas desempenham um papel central na modulação da microbiota e na integridade da barreira intestinal.
A ubiquidade do trigo e de carboidratos de alto índice glicêmico nas dietas comerciais para pets, aliada à detecção de contaminação em produtos "grain-free", sublinha a necessidade de uma análise crítica dos rótulos e, quando necessário, de avaliações laboratoriais. A predisposição de gatos, como carnívoros estritos, a desenvolver problemas metabólicos e inflamatórios em resposta a dietas ricas em carboidratos merece atenção especial.
As estratégias de manejo propostas visam não apenas tratar os sintomas, mas abordar as causas subjacentes, restaurando o equilíbrio intestinal e metabólico. A individualização da dieta e a integração de terapias complementares, como a modulação do sistema endocanabinoide, representam um caminho promissor para aprimorar a qualidade de vida dos animais de companhia. Futuras pesquisas devem focar na quantificação precisa dos componentes do trigo em rações, no desenvolvimento de biomarcadores de disbiose e inflamação específicos para pets, e na avaliação da eficácia a longo prazo das intervenções dietéticas e terapêuticas propostas.
A disbiose intestinal, potencializada pelo consumo de trigo moderno e excesso de carboidratos, é um motor significativo de inflamação sistêmica mediada por LPS em cães e gatos. Esta inflamação culmina em resistência à insulina, obesidade e uma gama de problemas cutâneos. Intervenções dietéticas que minimizem a exposição a esses gatilhos, combinadas com terapias moduladoras da microbiota e do metabolismo, oferecem um caminho promissor para mitigar e reverter essas patologias. A medicina veterinária moderna deve abraçar uma abordagem holística que reconheça a profunda interconexão entre dieta, intestino e saúde sistêmica.