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O Petclube é muito mais do que um criadouro: é um projeto de vida, movido por amor aos animais, responsabilidade ambiental e compromisso científico. Há mais de três décadas, a família Petclube une criação artesanal, base científica sólida e preservação da Mata Atlântica, construindo um modelo único no Brasil.
O Petclube nasceu com uma missão maior:
salvar e restaurar áreas nativas da Mata Atlântica através do plantio contínuo.
Isso significa:
Cada pet Petclube contribui diretamente para essa missão — não é marketing, é prática real há mais de 30 anos.
Todos os pets possuem o Selo Verde do pedigree IPC, que certifica:
É um selo exclusivo que representa responsabilidade ecológica, rastreamento, qualidade e transparência.
O Petclube combina dois universos:
É uma criação afetiva, porém técnica. Uma das combinações mais raras e valiosas.
No Petclube, bem-estar não é discurso: é regra e prática diária.
O resultado são pets:
O Petclube trabalha com cães de guarda e companhia, e gatos de raças carismáticas, sempre com responsabilidade e seleção ética.
Pastor Alemão, Rottweiler e outras raças grandes, criados com mansidão, equilíbrio e temperamento excelente para famílias.
Todos socializados desde cedo para convivência familiar.
O Petclube não vende para o público geral.
Os animais são destinados apenas a:
Isso garante o destino correto e o bem-estar do animal ao longo da vida.
Por três décadas, o Petclube:
O Petclube é, acima de tudo, um projeto para o futuro da humanidade e dos animais.
O Petclube representa:
🌱 Sustentabilidade real
🐾 Bem-estar animal exemplar
📚 Base científica sólida
❤️ Amor e criação artesanal
🌳 Preservação da Mata Atlântica
💧 Geração de recursos naturais
🔬 Responsabilidade genética e sanitária
🏡 Pets equilibrados, saudáveis e especiais
✔ Selo Verde – garantia e rastreabilidade
👨⚕️ Medicina veterinária integrativa
👨🌾 Gestão ambiental profissional
É um modelo único no Brasil — e um legado vivo.
EVIDÊNCIA MOLECULAR DA TRANSMISSÃO TRANSPLACENTÁRIA DE EHRLICHIA CANIS EM CADELAS NATURALMENTE INFECTADA
Cláudio Amichetti Júnior¹,² Gabriel Amichetti³
¹ Médico-veterinário Integrativo – CRMV-SP 75.404 VT; MAPA 00129461/2025, CREA 060149829-SP Engenheiro Agrônomo Sustentável, Especialista em Nutrição Felina e Canina, Medicina Canabinóide e Alimentação Natural, Petclube. Com mais de 40 anos de experiência prática dedicados aos felinos e cães tipo bull, com foco em transição dietética e desenvolvimento de protocolos de bem-estar. ² Afiliação Institucional Petclube, São Paulo, Brasil ³ Médico-veterinário CRMV-SP 45.592 VT, Especialização em Ortopedia e Cirurgia de Pequenos Animais – Clínica 3RD Vila Zelina SP
Autor Correspondente: Cláudio Amichetti Júnior, [dr.claudio.amichetti@gmail.com]
Conflito de Interesses: Os autores declaram não haver conflito de interesses.
Petclube – Ciência, Genética e Bem-Estar Animal
trabalho p/ obtenção do título de Mestre em Medicina Veterinária.
A erliquiose monocítica canina é uma enfermidade infecciosa sistêmica causada por Ehrlichia canis, bactéria intracelular obrigatória transmitida principalmente pelo carrapato Rhipicephalus sanguineus sensu lato. Embora a transmissão vetorial seja amplamente reconhecida como principal via epidemiológica, evidências recentes indicam a possibilidade de transmissão transplacentária. O presente estudo tem como objetivo analisar as evidências moleculares atuais acerca da transmissão vertical de E. canis em cadelas naturalmente infectadas, bem como discutir suas implicações clínicas e epidemiológicas. Estudos que utilizaram técnicas de PCR e sequenciamento do gene 16S rRNA demonstraram a presença do DNA bacteriano em tecido placentário, sangue fetal e neonatos nas primeiras horas de vida. Esses achados confirmam a capacidade do agente de atravessar a barreira placentária durante episódios de bacteremia materna. Conclui-se que a transmissão vertical, embora secundária à via vetorial, pode contribuir para a manutenção da infecção em áreas endêmicas, sendo relevante para protocolos reprodutivos e estratégias de controle sanitário.
Palavras-chave: erliquiose canina; transmissão vertical; hemoparasitose; PCR; medicina veterinária.
Canine monocytic ehrlichiosis is a systemic infectious disease caused by Ehrlichia canis, an obligate intracellular bacterium primarily transmitted by the tick Rhipicephalus sanguineus sensu lato. Although vector-borne transmission is the main epidemiological route, recent evidence suggests the occurrence of transplacental transmission. This study aims to analyze current molecular evidence regarding vertical transmission of E. canis in naturally infected bitches and to discuss its clinical and epidemiological implications. Studies using PCR assays and sequencing of the 16S rRNA gene have demonstrated the presence of bacterial DNA in placental tissue, fetal blood, and neonates within the first hours of life. These findings confirm the ability of the pathogen to cross the placental barrier during maternal bacteremia. It is concluded that although secondary to vector transmission, vertical transmission may contribute to infection maintenance in endemic areas and should be considered in reproductive and sanitary control protocols.
Keywords: canine ehrlichiosis; vertical transmission; hemoparasitosis; PCR; veterinary medicine.
A erliquiose monocítica canina (EMC) é uma doença infecciosa de ampla distribuição geográfica, especialmente prevalente em regiões tropicais e subtropicais (HARRUS; WANER, 2011). O agente etiológico, Ehrlichia canis, apresenta tropismo por monócitos e macrófagos, desencadeando alterações hematológicas importantes, como trombocitopenia e anemia não regenerativa.
A transmissão ocorre predominantemente pela picada do carrapato Rhipicephalus sanguineus s.l. (NEER et al., 2002). Entretanto, estudos experimentais e evidências moleculares recentes sugerem a possibilidade de transmissão vertical.
Considerando a importância epidemiológica da EMC, torna-se relevante investigar a participação da transmissão transplacentária na manutenção da infecção em populações caninas.
Após inoculação pelo vetor, E. canis invade monócitos circulantes, formando mórulas citoplasmáticas. A doença evolui em fases aguda, subclínica e crônica, sendo a fase aguda caracterizada por intensa bacteremia (HARRUS; WANER, 2011).
A bacteremia elevada constitui fator determinante para possível disseminação sistêmica, incluindo tecidos reprodutivos.
A placenta canina é classificada como endoteliocorial zonária, possuindo múltiplas camadas celulares entre circulação materna e fetal. Apesar dessa barreira, agentes intracelulares podem atravessá-la, especialmente durante processos inflamatórios ou elevada carga infecciosa.
Estudos recentes demonstraram a detecção molecular de E. canis em tecido placentário e amostras fetais de cadelas naturalmente infectadas (PEREIRA et al., 2025).
Pereira et al. (2025) conduziram estudo envolvendo cadelas gestantes naturalmente infectadas no Brasil, utilizando nested PCR direcionada ao gene 16S rRNA, seguida de sequenciamento genético.
Os resultados demonstraram:
Presença de DNA bacteriano em tecido placentário;
Detecção molecular em sangue de neonatos nas primeiras 48 horas de vida;
Alta similaridade genética entre amostras maternas e fetais.
Esses achados constituem evidência molecular robusta da transmissão transplacentária natural.
A confirmação molecular da transmissão vertical amplia a compreensão epidemiológica da EMC. Embora a via vetorial permaneça predominante, a transmissão transplacentária pode:
a) Contribuir para manutenção da infecção em ambientes com baixa infestação por carrapatos;
b) Explicar casos de infecção precoce em neonatos;
c) Interferir em programas de controle sanitário.
Além disso, a infecção materna pode estar associada a alterações reprodutivas, incluindo abortamento e natimortalidade.
A transmissão transplacentária de Ehrlichia canis é biologicamente plausível e molecularmente comprovada. Embora represente via secundária, possui relevância epidemiológica significativa. Recomenda-se a inclusão de triagem molecular em matrizes reprodutoras de áreas endêmicas, visando reduzir a disseminação vertical do agente.
HARRUS, S.; WANER, T. Diagnosis of canine monocytotropic ehrlichiosis (Ehrlichia canis): an overview. Veterinary Journal, London, v. 187, n. 3, p. 292–296, 2011.
NEER, T. M. et al. Consensus statement on ehrlichial disease of small animals. Journal of Veterinary Internal Medicine, Philadelphia, v. 16, n. 3, p. 309–315, 2002.
PEREIRA, M. R. et al. First molecular evidence of vertical transmission of Ehrlichia canis in naturally infected female dogs in Brazil. Veterinary Microbiology, Amsterdam, v. 309, p. 110674, 2025.
Efeitos Endócrinos Adversos da Castração em Cães e Gatos: Ênfase no Aumento de LH e na Associação com Hiperadrenocorticismo Atípico
Autores:
Cláudio Amichetti Júnior¹,²
Gabriel Amichetti³
¹ Médico-veterinário Integrativo – CRMV-SP 75.404 VT; MAPA 00129461/2025, CREA 060149829-SP Engenheiro Agrônomo Sustentável, Especialista em Nutrição Felina, Medicina canabinóide e Alimentação Natural, Petclube. Com mais de 40 anos de experiência prática dedicados aos felinos, com foco em transição dietética e desenvolvimento de protocolos de bem-estar.
² [Afiliação Institucional Petclube, São Paulo, Brasil]
³ Médico-veterinário CRMV-SP 45.592 VT, Especialização em Ortopedia e Cirurgia de Pequenos Animais – [clínica 3RD Vila Zelina SP]
Autor Correspondente: Cláudio Amichetti Júnior, [dr.claudio.amichetti@gmail.com]
Conflito de Interesses: Os autores declaram não haver conflito de interesses.
Petclube – Ciência, Genética e Bem-Estar Animal
A castração, seja por ovariohisterectomia em fêmeas ou orquiectomia em machos, é uma intervenção cirúrgica rotineira na medicina veterinária, universalmente reconhecida por seus benefícios no controle populacional e na prevenção de diversas patologias reprodutivas. No entanto, a remoção das gônadas acarreta profundas e persistentes alterações no perfil endócrino dos animais. Evidências crescentes apontam para uma elevação compensatória e crônica do hormônio luteinizante (LH), com potenciais efeitos sistêmicos que extrapolam o eixo reprodutivo (Amichetti, 2023). Tais alterações hormonais sugerem uma possível influência sobre o eixo adrenal, culminando em manifestações clínicas que, embora não se enquadrem no hiperadrenocorticismo clássico, assemelham-se a síndromes adrenais atípicas ou disfunções secundárias. Este artigo propõe uma revisão aprofundada da literatura científica, explorando os mecanismos fisiopatológicos subjacentes a essas alterações, suas implicações clínicas potenciais e as considerações essenciais para a prática veterinária contemporânea, com foco na contribuição de Kutzler (2020) para o entendimento do tema.
Endocrine Adverse Effects of Gonadectomy in Dogs and Cats: Emphasis on LH Elevation and Association with Atypical Hyperadrenocorticism
Castration (ovariohysterectomy/orchiectomy) is a common practice in veterinary medicine with widely recognized benefits, such as reproductive control and prevention of reproductive neoplasms. However, there is growing evidence that gonadal removal can lead to persistent hormonal alterations, including chronic elevation of Luteinizing Hormone (LH) and potential effects on the adrenal axis. These changes suggest an association with clinical manifestations resembling atypical hyperadrenocorticism, rather than the classical form. This article reviews the scientific literature on these endocrine alterations, with emphasis on the underlying pathophysiological mechanisms, potential clinical implications, and crucial considerations for contemporary veterinary practice. A particular focus is placed on the significant contributions of Michelle Kutzler (2020) to understanding the systemic impact of post-gonadectomy LH elevation.
A castração eletiva de cães e gatos representa um pilar fundamental da medicina veterinária preventiva, sendo amplamente recomendada por seus benefícios no controle de doenças reprodutivas, como piometra, tumores mamários em fêmeas, e neoplasias testiculares e prostáticas em machos, além de auxiliar no manejo comportamental (Root-Kustritz, 2007). Contudo, a simplicidade e a eficácia dessa prática não devem obscurecer as complexas reverberações endócrinas que ela provoca no organismo. A remoção das gônadas — os principais produtores de esteroides sexuais (estrógenos, progesterona e testosterona) — interrompe o feedback negativo sobre o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, resultando em uma elevação compensatória e persistente dos hormônios gonadotróficos, notadamente o hormônio luteinizante (LH) e o hormônio folículo-estimulante (FSH) (Kutzler, 2020).
Tradicionalmente, a elevação de LH pós-castração era considerada uma consequência fisiológica benigna da esterilização. No entanto, pesquisas recentes, como as compiladas por Michelle Kutzler (2020), têm lançado luz sobre a possibilidade de que o LH elevado possa exercer efeitos sistêmicos além da esterilidade, atuando em tecidos extragonadais que expressam seus receptores. A glândula adrenal, por exemplo, é um órgão que pode ser particularmente suscetível a essa modulação hormonal, levantando questionamentos sobre a integridade do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA) em animais castrados.
O hiperadrenocorticismo, ou Síndrome de Cushing, é uma endocrinopatia bem caracterizada em cães, resultante da produção excessiva de cortisol, manifestando-se clinicamente por polidipsia, poliúria, polifagia, alopecia bilateral não pruriginosa, distensão abdominal e alterações metabólicas (Behrend et al., 2013). Embora a castração não seja diretamente implicada como causa do hiperadrenocorticismo clássico (dependente da hipófise ou adrenal), a literatura sugere que as alterações hormonais pós-castração, especialmente o aumento do LH, podem predispor ou exacerbar disfunções adrenais, levando a síndromes adrenais atípicas com sinais clínicos semelhantes. Essa relação complexa exige uma análise mais aprofundada, especialmente para profissionais como Claudio, que buscam otimizar a saúde e bem-estar de cães e gatos.
Objetivo: Este artigo tem como objetivo analisar criticamente os efeitos endócrinos adversos da castração em cães e gatos, com foco nas alterações do hormônio luteinizante (LH) e suas potenciais interações com a função adrenal, investigando possíveis relações com a ocorrência de hiperadrenocorticismo atípico e discutindo as implicações clínicas para a prática veterinária.
A fisiologia do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal é intrinsecamente regulada por um sistema de feedback negativo. As gônadas (ovários e testículos) produzem esteroides sexuais que inibem a liberação de GnRH pelo hipotálamo e de LH e FSH pela hipófise anterior. Com a castração, a fonte primária de estrógenos e testosterona é eliminada, removendo essa inibição. Consequentemente, a hipófise aumenta compensatoriamente a secreção de LH e FSH, que permanecem elevados cronicamente (Kutzler, 2020).
Michelle Kutzler (2020), em sua revisão abrangente, enfatiza que o aumento persistente de LH não é um evento isolado, mas sim um fator com potenciais repercussões sistêmicas. Receptores de LH não estão confinados às gônadas; eles foram identificados em diversos tecidos extragonadais, incluindo a glândula adrenal, rins, cérebro, células imunes e tecidos metabólicos. A ativação desses receptores por níveis cronicamente elevados de LH pode, portanto, modular a função desses órgãos. No contexto adrenal, o LH pode influenciar a esteroidogênese, alterando a produção de glicocorticoides e outros esteroides adrenais, potencialmente predispondo a disfunções endócrinas, especialmente em indivíduos com predisposição genética ou metabólica. Essa modulação pode culminar em uma produção alterada de precursores do cortisol ou de outros hormônios esteroides adrenais, sem necessariamente causar o hiperadrenocorticismo clássico mediado por ACTH.
O eixo HHA é o principal sistema de resposta ao estresse e regulador do metabolismo energético, mediado pela liberação de CRH, ACTH e cortisol. A ausência de hormônios gonadais pós-castração pode desequilibrar a interação entre o eixo reprodutivo e o HHA. Embora a castração não seja um fator etiológico direto do hiperadrenocorticismo clássico, há evidências de que as mudanças hormonais pós-castração podem alterar a sensibilidade e a resposta da glândula adrenal ao ACTH. Kutzler (2020) sugere que o LH elevado pode ter um efeito trófico direto ou indireto sobre o córtex adrenal, estimulando a síntese de esteroides adrenais.
Essa interação pode ser particularmente relevante em síndromes adrenais atípicas, onde os cães apresentam sinais clínicos de hiperadrenocorticismo, mas com concentrações normais de cortisol pré e pós-estimulação por ACTH. Nesses casos, outros esteroides adrenais, como progesterona, 17-hidroxiprogesterona, androstenediona ou DHEA, podem estar elevados. A hipótese é que o LH, agindo sobre os receptores adrenais, possa estimular seletivamente a via de produção desses precursores esteroides, contribuindo para os sinais clínicos observados (Behrend et al., 2013; Kutzler, 2020).
Os estudos que investigam a relação direta entre LH elevado pós-castração e disfunções adrenais em gatos são menos numerosos e robustos do que em cães. No entanto, a castração em felinos está consistentemente associada a alterações metabólicas significativas, que podem ter interações complexas com a regulação hormonal adrenal:
A castração é uma ferramenta indispensável na medicina veterinária, trazendo consigo inúmeros benefícios. No entanto, a literatura científica, incluindo as análises críticas de Kutzler (2020), reforça que esta prática não é isenta de profundos efeitos colaterais hormonais. A retirada das gônadas elimina não apenas a capacidade reprodutiva, mas também redefine permanentemente o perfil endócrino do animal, sendo a elevação crônica do LH uma das consequências mais significativas.
O ponto crucial da discussão reside na ubiquidade dos receptores de LH em tecidos extra-reprodutivos, como o córtex adrenal. Essa distribuição sustenta a hipótese de que o LH elevado cronicamente pós-castração pode influenciar indiretamente a esteroidogênese adrenal, alterando a produção de glicocorticoides e outros esteroides. Essa modulação pode culminar em uma "disfunção adrenal atípica", onde os animais exibem sinais clínicos consistentes com hiperadrenocorticismo, mas com testes diagnósticos de cortisol frequentemente inconclusivos ou normais, enquanto outros precursores esteroides estão elevados.
Em cães, a ligação entre a castração e a obesidade, por exemplo, é bem estabelecida, e a obesidade, por sua vez, é um fator de risco para o hiperadrenocorticismo. Em gatos, as alterações metabólicas pós-castração, como ganho de peso e resistência à insulina, são igualmente prevalentes e podem criar um ambiente que favorece disfunções endócrinas, incluindo potenciais alterações na função adrenal, mesmo que a correlação direta com o LH elevado ainda precise de mais investigação específica em felinos.
É imperativo reconhecer que, embora uma relação causal direta entre castração e hiperadrenocorticismo clássico (doença de Cushing) não esteja firmemente estabelecida, a base mecanística para a preocupação clínica com a função adrenal pós-castração é sólida. A discussão se move para a compreensão de que a castração pode ser um fator contribuinte para a manifestação de síndromes adrenais atípicas, exigindo um olhar mais atento e aprofundado na monitorização desses pacientes.
Diante das evidências e da complexidade das alterações endócrinas pós-castração, as seguintes implicações e recomendações clínicas são propostas para profissionais como Claudio, visando uma abordagem mais informada:
A castração é uma prática veterinária de grande valor, mas é essencial que os profissionais compreendam suas ramificações endócrinas. As evidências apresentadas, particularmente a luz da revisão de Kutzler (2020), demonstram que a castração altera significativamente o perfil hormonal de cães e gatos, resultando em um aumento persistente do LH. Esta elevação tem potenciais efeitos em tecidos extragonadais, incluindo a glândula adrenal, podendo predispor a disfunções semelhantes ao hiperadrenocorticismo atípico em indivíduos suscetíveis.
A compreensão desses efeitos não busca desqualificar a castração, mas sim promover uma abordagem mais holística e informada, permitindo a identificação precoce e o manejo adequado de possíveis complicações. Para profissionais como Dr. Claudio, que atuam na vanguarda da saúde animal, o conhecimento detalhado desses mecanismos é crucial para tomar decisões clínicas mais assertivas e para garantir o bem-estar e a qualidade de vida de seus pacientes a longo prazo.